Documentação Técnica

* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

* Os leitores poderão ter acesso e fazer download do material na parte inferior desta página.


domingo, 19 de fevereiro de 2012

Balizamento Luminoso - Há mais de 50 anos garantindo a navegação noturna na principal hidrovia do RS

A sinalização náutica luminosa da hidrovia Rio Guaíba-Lagoa dos Patos, que se estende desde Porto Alegre até Rio Grande, é constituída por faróis, faroletes e boias luminosas distribuídas ao longo dos canais navegáveis e de pontos notáveis da hidrovia. Os faróis (Itapuã, Cristóvão Pereira, Capão da Marca, etc.) estão sob a responsabilidade da Marinha do Brasil; os demais sinais luminosos - faroletes e boias, são mantidos pela Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH, ex-DEPRC)), autarquia pertencente ao Governo do Estado do RS.

Sinais Luminosos - Canal Pedras Brancas (Rio Guaíba)

Da mesma forma que em outros lugares do mundo, a sinalização luminosa das vias navegáveis gaúchas passou por quatro ciclos básicos quanto à fonte de energia - (1) combustível sólido (madeira e carvão, cujas fogueiras orientavam os pescadores primitivos); (2) combustível líquido (resinas e óleos naturais e artificiais, com combustão em recipientes ou mechas); (3) gases (propano, butano ou acetileno); e (4) energia elétrica, armazenada em baterias (fase atual).

Sinais Luminosos - Canal Feitoria (Lagoa dos Patos)

Até o final da década de 70 o balizamento noturno da hidrovia Rio Guaíba-Lagoa dos Patos era constituído de sinais luminosos alimentados por acetileno; a partir daí, no início da década de 80, as lanternas dos faroletes e boias luminosas passaram a ser alimentadas por energia elétrica armazenada em baterias marítimas, e dotadas de dispositivos automáticos (eclipsores, disjuntores e células fotoelétricas). A seguir, já no início da década de 90, nova modernização foi realizada com o advento da utilização da energia solar (coletores solares) e baterias automotivas, e a adoção de lanternas dotadas de lâmpadas LED (em substituição às lâmpadas de filamento).

Farol Cristóvão Pereira (LP) e Farol Itapuã (Rio Guaíba)

A próxima etapa, nesse processo evolutivo iniciado há mais de 50 anos, certamente promoverá a substituição do material da estrutura metálica das boias luminosas, com a adoção de estruturas leves de polietileno (que não demandam pintura, e não são atacadas por corrosão). Essa nova evolução tornará a navegação noturna ainda mais eficiente, econômica e segura, além de proporcionar maior agilidade/eficiência às fainas de sinalização náutica e redução de gastos com manutenção.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

A CIDADANIA QUE NAVEGA NA HIDROVIA...

Na esteira do post anterior, se um exemplo vale mais que um bom argumento, melhor ainda são dois bons exemplos. Então, depois de abordar a travessia Porto Alegre - Guaíba, no Rio Grande do Sul, como parceria inteligente do Estado com a iniciativa privada para prestação de um serviço público essencial, que vai além do simples deslocamento de pessoas, damos um giro de 180º e vamos ao norte do país, na Amazônia, onde se tem outro caso de sucesso no uso da hidrovia: a Agência-barco da CAIXA.

Trata-se de ação estratégica de uma empresa essencialmente pública, mas que se submete também a regras do mundo privado na competição por mercados. Seu slogan atual “a vida pede mais que um banco” embala a missão de levar inclusão bancária e social para toda a população brasileira, e de modo especial, àquelas mais carentes de políticas públicas efetivas. Assim, mais do que produtos bancários e benefícios essa nova idéia leva, pela hidrovia, sementes de cidadania e de dignidade aos rincões mais longínquos e sofridos de nosso país continental. Vale frisar, dignidade que começa quando se é lembrado como brasileiro.

Agência-barco possui modernos conceitos de sustentabilidade
em sua construção e operação. (Foto Divulgação CEF)

Nesse contexto, ao final de 2010, a CAIXA inaugurou a primeira embarcação dedicada a uma agência bancária no Brasil. Batizou-a de Chico Mendes, em homenagem ao famoso líder e ativista ambiental que lutou brava e tragicamente até a morte pela preservação da floresta amazônica. A agência-barco tem 1200 m² e autosuficiência para navegar por 23 dias seguidos. Apresenta capacidade de transporte de 65 pessoas, entre tripulação e empregados habilitados para o atendimento a comunidades ribeirinhas, tanto na área comercial quanto na social do banco.

Ainda no tocante a embarcação, sua construção e operação observa conceitos modernos de sustentabilidade, uma vez que dispõe de recursos de acessibilidade para pessoas com necessidades especiais ou mobilidade reduzida, para idosos e gestantes. Conta com sistema de coleta seletiva de lixo e de reciclagem, casco pintado com tinta atóxica, rede de iluminação que economiza energia, e uma estação própria para tratamento de efluentes de esgoto, a qual permite lançar, no rio, água 100% tratada.


O projeto, que começou no rio Solimões, no trecho Manaus-Coari, compreende os municípios de Careiro da Várzea, Iranduba, Manaquiri, Manacapuru, Anamã, Beruri, Anori e Codajás. Conforme dados do IBGE, essa região possui cerca de 153 mil habitantes (aproximadamente 4% da população do estado do Amazonas). Uma área que somada alcança 53 mil km², num território maior que a Suíça. Assim, nesse primeiro ano realizou milhares de atendimento em abertura de contas corrente, poupança e outros produtos bancários, bem como em programas sociais como Bolsa Família, Cartão do Cidadão, saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), cadastramento no Programa de Integração Social (PIS), entre outros.

Tenho orgulho em falar da CAIXA, não apenas por ter sido seu empregado por quase uma década, mas por sua envergadura e importância para a sociedade e especialmente, pelas pessoas dedicadas que fazem parte da sua força de trabalho e vem mudando positivamente a imagem dessa instituição centenária. Atuando agora na área de regulação e desenvolvimento das hidrovias brasileiras maior ainda é a minha satisfação em vê-la inovar e fazer história nesse segmento, a partir de uma combinação habilidosa de suas estratégias de negócio com o uso do imenso potencial hidroviário do país.

Vamos torcer para que o projeto tenha cada vez mais sucesso, e em breve se encontre estendido para outras hidrovias, seja na própria Amazônia, seja em outras regiões do Brasil, permitindo que o objetivo de inclusão bancária e social viabilize também ações de promoção à saúde, à educação e à proteção ambiental. Enfim, que de algum modo esse modelo sirva de referência para outras iniciativas e que contribua, imediata e efetivamente, para o desenvolvimento socioeconômico de nossa nação, há séculos, tão almejado.

Por Jose Allama

Fonte: O Blog da Hidrovia, http://blogdahidrovia.blogspot.com

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Federalização - Hidrovias gaúchas recebem R$ 270 milhões

Rafael Vigna

A assinatura de um termo de cooperação nesta quinta-feira em Porto Alegre deu a largada para o início de uma série de investimentos calculados em R$ 270 milhões para a modernização da hidrovia Uruguai-Brasil. O documento firmado pelo secretário de Infraestrutura e Logística do Estado (Seinfra), Beto Albuquerque, e o diretor de Infraestrutura Aquaviária do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), Adão Proença, inicia a gestão conjunta entre as esferas estadual e federal por meio da Administração de Hidrovias do Sul – AHSUL e a Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH).

A parceria começa com a liberação de R$ 12 milhões, de um total de R$ 34 milhões previstos para a recuperação do parque de máquinas da SPH, a dragagem, a sinalização e o balizamento dos rios Jacuí, Taquari, Gravataí, Sinos, Caí, lago Guaíba, Lagoa dos Patos, Lagoa Mirim e Rio Jaguarão.

A medida, conforme destaca Beto Albuquerque, permitirá a navegação noturna ao longo de todo o trajeto hidroviário até 2013. Atualmente, por questões de segurança, determinados tipos de cargas só podem percorrer a rota durante o dia. Com isso, a capacidade passará dos atuais 6 milhões de toneladas para 17,5 milhões ao ano em 2017. “As dragas não serão mais da SPH, mas sim das hidrovias gaúchas, seja na parte que até ontem era administrada pelo governo federal, ou no que era de responsabilidade do Estado”, esclarece.

O diretor de Infraestrutura Aquaviária do Dnit explica que o termo de cooperação promove a gestão conjunta dos recursos federais através do aproveitamento dos conhecimentos técnicos do Estado. Segundo ele, até 2014, serão aportados R$ 48 milhões no Rio Grande do Sul, além dos R$ 735 milhões projetados pelo Plano Nacional de Desenvolvimento Hidroviário (PNDH) até 2025. “O investimento será em toda a extensão da hidrovia que passa a ter uma gestão compartilhada única. A recuperação da matriz hidroviária contempla uma série de itens e o novo modelo de gestão facilita a viabilidade dos recursos”, destaca Proença.

A reestruturação ainda prevê a construção de terminais de contêineres em Estrela, Porto Alegre e Rio Grande, dedicados à navegação interior. O secretário de Infraestrutura afirma que novos terminais devem surgir ao longo da hidrovia. “Diante de empreendedores concretos, vamos discutir as alternativas. Não podemos cometer os erros do passado, quando foram feitos terminais sem a prospecção de empreendedores nas regiões”, defende. Segundo Beto Albuquerque, a ideia é estar atento às exigências de mercado. Ele garante que toda a proposta da iniciativa privada será tratada com prioridade pela Seinfra.

Secretaria de Infraestrutura acredita que trajeto pode atrair o transporte de passageiros

O secretário de Infraestrutura e Logística de Infraestrutura e Logística (Seinfra) do Estado, Beto Albuquerque, acredita que os investimentos em melhorias na hidrovia gaúcha abram os caminhos para o transporte de passageiros no trajeto. Segundo ele, além de aumentar a competitividade logística nos setores produtivos, a reestruturação da malha inaugura um potencial turístico para a Copa de 2014. A expectativa é atrair rotas de navios-hotéis que possam desembarcar em Porto Alegre.

“Temos um projeto para isso, encaixado dentro da utilização dos recursos disponíveis. A Lagoa dos Patos é desconhecida de todos os gaúchos, e o potencial turístico da região é inegável. Poucos são os que navegam pela lagoa, com exceção de navios comerciais de cargas. No bojo da atividade econômica, há o espaço para o agregado turístico”, revela.

Mesmo sem destacar as embarcações tripuladas, o secretário ressalta que o foco prioritário está na navegação comercial. O objetivo, ressalta, é dar condições de competitividade e facilitar a redução de custos de transportes aos mais variados segmentos. Ele não descarta a possibilidade de empreendimentos nos modelos das Parcerias Público-Privadas (PPP) ao longo do percurso.

“Realizamos estudos que repetem o óbvio. Temos o que muitos países gostariam de ter e utilizamos muito pouco deste potencial. A dinamização da gestão da administração da hidrovia serve como um atrativo para a abertura de novas operações portuárias”, assegura.

Entre os retornos de curto prazo, o secretário destaca que 100% do Parque de Dragagem da SPH estará reformado e operando em toda a malha hidroviária do Rio Grande do Sul até o final do ano. De acordo com Beto Albuquerque, o principal benefício será aproveitado pelos empresários gaúchos, que terão vantagens competitivas com a utilização da hidrovia, a partir da estruturação de um plano logístico.

Fonte: Jornal do Comércio, 16-02-2012. Logística

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Governo Federal participará da gestão das hidrovias do RS

Governo do Estado e DNIT firmam convênio para modernização hidroviária

O secretário de Infraestrutura e Logística do RS, Beto Albuquerque, e o diretor de Infraestrutura Aquaviária do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT), Adão Proença, oficializaram, nesta quinta-feira (16), um termo de cooperação de gestão compartilhada entre União e Estado para a modernização do sistema hidroviário no RS. Nesta etapa inicial, o Governo Federal investirá R$12 milhões na recuperação do parque de dragagem da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH).

Acompanhado pelo titular da SPH, Pedro Obelar, Beto ressaltou a importância do convênio para melhorias nas condições operacionais da hidrovia, tanto no aspecto da segurança quanto, na questão econômica e turística da malha navegável no Estado. Ele anunciou também que a União investirá no projeto de balizamento e sinalização noturnos, o qual oferecerá maior segurança e operacionalidade à navegação. "A partir desta gestão compartilhada e única, vamos otimizar os recursos, racionalizar projetos e tornar nossas hidrovias mais competitivas", disse Beto Albuquerque. O secretário garantiu, ainda, que até o final de 2013 todo maquinário será recuperado e estará em funcionamento no Estado.

Hidrovias Gaúchas - União e Estado do RS firmam termo de cooperação 
Foto: Eduardo Seide/Palácio Piratini

Para Obelar, a parceria vai além da recuperação de maquinário e de dragagem dos canais navegáveis gaúchos. "O RS detém um potencial hidroviário diferenciado e desejado por outros estados. O que fizemos aqui hoje foi dar o primeiro passo para que nossas hidrovias ofereçam melhores condições navegação, especialmente no que diz respeito ao escoamento da nossa produção", disse. O titular da SPH avaliou que mais do que recuperar os equipamentos da Superintendência, o convênio firmado vai garantir uma gestão conjunta dos recursos técnicos da autarquia, beneficiando o Estado como um todo.

O diretor de Infraestrutura do DNIT, Adão Proença, defendeu a parceria entre os governos para melhor aproveitamento dos recursos federais. "Utilizem os programas federais para outros investimentos no Estado. O Governo Federal têm disponibilidade financeira para atuar em diversas áreas", garantiu.

Texto: Assessoria de Imprensa
Edição: Redação Secom (51) 3210-4305

Fonte: Portal do Estado do RS, http://www.estado.rs.gov.br.

Dragagem do Rio Gravataí é discutida em reunião entre SPH, ABTP e Fepam

O restabelecimento da capacidade de utilização plena das embarcações que navegam pelo Rio Gravataí foi o principal assunto tratado entre o superintendente de Portos e Hidrovias do Estado, Pedro Obelar na manhã desta quarta-feira, 15, na Fundação Estadual de Proteção ao Meio Ambiente (FEPAM). O tema que começou a ser discutido na manhã de terça-feira, com os representantes da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP-Sul), Sérgio Kirsch e da Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP/Canoas), João Batista Coronet, ganhou apoio junto a fundação.

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Dragagem do Rio Gravataí - SPH, Petrobras e ABTP
(Foto: Cristiane Franco)

Segundo o Superintendente, a reunião desta quarta-feira foi motivada pela conversa realizada entre os representantes da ABTP, Refap e Navegação Guarita. “A SPH não está medindo esforços para resolver a questão da dragagem do rio Gravataí e restabelecer a condição de navegabilidade com a maior segurança possível no trecho de acesso aos terminais privados. No entanto, algumas questões precisam ser tratadas com outros órgãos, em especial os que tratam sobre a proteção ao meio ambiente”, explicou. Obelar disse ainda que a reunião com representantes da Fepam foi positiva e deverá auxiliar no reinício da dragagem daquele canal.

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Draga Triches - Rio Gravataí
Foto: Hermes Vargas dos Santos)

Para Sérgio Kirsch, os dois encontros foram positivos e evoluíram para o que a associação dos terminais portuários deseja. “Nosso objetivo é trabalhar junto da SPH para garantir que a dragagem do Gravataí tenha continuidade. As empresas trabalham com uma limitação expontânea nas cargas de navios, mas queremos que seja restabelecida a utilização da capacidade das embarcações que ali circulam”, disse. “Ficamos muito otimistas com os encaminhamentos dados pela direção tanto da SPH, quanto junto à Fepam.”

Também participaram da reunião o representante da Navegação Guarita, Engenheiro Kraemer e da ABTP, Carlos Alípio.

Fotos: Cristiane Franco - Hermes Vargas dos Santos

Fonte: Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH). Notícias

Nota de Editor

O maior problema para a dragagem do Rio Gravataí é, no fundo, a concepção ambiental ingênua que acredita que não dragar, não mexer com o material de fundo resolve a questão ambiental. Em diversas situações provocadas pela natureza - durante as águas altas (enchentes), temporais e a ação dos ventos, por exemplo, o material de fundo do Rio Gravataí é revolvido, com forte ressuspensão descontrolada dos sedimentos, que são moderadamente contaminados (conforme diversos análises laboratoriais).

A passagem diária das embarcações, tendo em vista que o hélice se encontra muito próximo do fundo, também provoca a ressuspensão dos sedimentos contaminados; em alguns casos, esse efeito é ampliado pelo arraste da âncora, que é feito para manter a proa estabilizada. Essa ação antrópica ocorre diariamente.

A dragagem, por óbvio, também promove a ressuspensão dos sedimentos contaminados, mas é uma atividade que só ocorre em intervalos de, pelo menos, quatro anos. Além disso, o material dragado é succionado de imediato, logo após a ação do desagregador da draga, o que reduz muito a perda de material e formação de pluma. O principal problema, por isso, é o local de descarte (despejo).

Por isso, no caso do Rio Gravataí, a dragagem não é problema, é solução. Deixar o lodo contaminado no fundo do rio, sujeito às ações da natureza e do homem, é uma postura contra o meio ambiente.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Rio dos Sinos - Começa elaboração do Plano de Bacia

Até março de 2013, soluções definitivas deverão ser apresentadas aos problemas de abastecimento de água no Vale do Sinos. É o prazo que saiu da primeira reunião do ano, na semana passada, do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comitesinos).

Segundo o presidente Silvio Klein, a elaboração do Plano de Bacia, que deveria estar pronto em janeiro, começará em março, com a liberação de R$ 400 mil do governo gaúcho para Mobilização Social. Klein explica que a ação prevê folders, material de mídia e banners apresentando as atividades para o Sinos. "Nenhum Plano de Bacia pode ser legitimado sem o conhecimento e o entendimento da comunidade", afirmou. O Pró-Sinos publicou estudo sobre a bacia no www.consorcioprosinos.com.br em 2011. Foi calculada a necessidade de R$ 3 bilhões em 20 anos. Mas, embora esteja na rede, o documento não é válido por não ter sido divulgado em outros meios.

O planejamento deverá apresentar soluções definitivas  
para os problemas de abastecimento no Vale do Sinos
Foto: felipe de oliveira/Especial/CP

A discussão do encontro concentrou-se nos acordos entre operadoras de abastecimento público e produtores de arroz que usam água do manancial para irrigação. Foram propostas a construção de uma barragem e a captação do rio Caí por meio de adutora. "Os comitês são fundamentais para a elaboração do Plano Estadual de Irrigação, por meio de estudos técnicos e participação da sociedade civil", disse o secretário estadual de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano, Luiz Carlos Busato.

Reunião avalia cortes

- O diretor-geral do Semae de São Leopoldo, Luiz Antonio Castro, se reúne hoje com o prefeito Ary Vanazzi para discutir a possível retomada do racionamento. A reunião seria ontem, mas foi adiada. Como o rio está em 1,8 metro e há previsão de chuva, Castro antecipa que a chance de retomar os cortes é pequena.

Fonte: Correio do Povo, Cidades.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Catamarã facilita o acesso de turistas nas praias de Guaíba

A cidade de Guaíba, localizada a 25 km da Capital gaúcha, tem em suas histórias e belezas naturais seus principais atrativos. Guaíba tem a tradição de proporcionar aos seus visitantes uma série de eventos, atividades culturais e de lazer, intensificadas no período mais movimentado do ano: o verão.

Com a retomada da travessia náutica entre Porto Alegre e Guaíba, o acesso de turistas à orla tornou-se mais fácil, e conforme a historiadora da Secretaria de Turismo, Desporto e Cultura do município, Gislaine Costa da Silva, o número de turistas estrangeiros também aumentou, já que eles desembarcam em Porto Alegre e querem conhecer o que tem do outro lado do lago. "Mesmo a água não sendo balneável, é possível proporcionar ao turista conhecer os museus, prédios históricos, a beleza do calçadão da beira da orla, o parque da juventude e as praias da Florida e Alegria". Para realizar a travessia o investimento é de R$ 6 (durante a semana), e R$ 7 (nos finais de semana), valor válido até o dia 29 de fevereiro.


Atravessando para Guaíba, o acesso aos pontos turísticos é facilitado. É possível andar a pé por boa parte da orla ou utilizar os serviços de táxi e transporte público, que levam até as praias. No parque da juventude, local próximo a hidrovia do município, acontecem shows com artistas locais, há pistas de skate e patinação, quadras de vôlei e futevôlei, e, para aqueles que querem se refrescar sem entrar nas águas impróprias para banho, os chuveiros da Corsan estão espalhados por toda a extensão da praia.

O "Guaíba + Verão" atrai os veranistas com atividades culturais, que serão desenvolvidas até o dia 26 de fevereiro no parque da Juventude. Jogos de mesa, brinquedos infláveis, ginástica de praia, aula de street dance e verificação da pressão arterial são algumas das atividades proporcionadas. No dia 15 de fevereiro acontece a última atividade, um luau no parque, com inicio às 20h e show do Nova Virtude e convidados. Por conta destas peculiaridades, Guaíba caracteriza-se como um lugar ideal para quem busca um espaço tranquilo e belo para aproveitar a natureza em um espaço próximo à Capital do Estado.

Cipestre Farroupilha e Ilha Pedras Brancas

Outro ponto turístico que pode ser conhecidos em Guaíba é o Cipestre Farroupilha, uma árvore com mais de 300 anos e que, juntamente com a Casa de Gomes Jardim, compõe um dos cenários mais belos e significativos da história guaibense. Foi no entorno desses monumentos históricos que as principais lideranças farroupilhas planejaram a Revolução de 1835.

A Ilha Pedras Brancas, também conhecida como Ilha do Presídio, é uma estreita faixa de terra localizada no lago Guaíba, entre Porto Alegre e o município. A história da pequena ilha remonta a época da Revolução Farroupilha. Acredita-se que ela tenha servido de ponto de travessia para os rebeldes farroupilhas e também como ponto de observação aos imperiais. É possível conhecer a ilha a partir de um passeio náutico, que sai diariamente da hidrovia de Guaíba.

Texto: Daiane Roldão
Foto: Camila Domingues
Edição: Redação Secom (51) 3210.4305

Fonte: Portal do Estado do RS, http://www.estado.rs.gov.br.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Uma das maiores conquistas de engenharia do planeta, Canal do Panamá passa por ampliação

Em 2014, poderão cruzar o canal navios com até 12,3 mil contêineres

Uma das maiores conquistas de engenharia do planeta, Canal do Panamá passa por ampliação Marcela Duarte/Agência RBS
Terceira maior fonte de recursos do país, o Canal repassou
US$ 1,043 bilhão ao governo em 2011 (Foto: Marcela Duarte)

Marcela Duarte*
marcela.duarte@zerohora.com.br

Conhecer a economia panamenha é ver um país em ebulição. O país cresce rapidamente, e a capital, Cidade do Panamá, pulsa, movida pelo desafio de ser não apenas referência em transporte marítimo, mas também principal ponto de ligação aérea das Américas. Para tanto, há obras por todos os lados, e a maior parte será inaugurada em 2014, quando coincidem o fim do mandato do presidente Ricardo Martinelli e o centenário do Canal do Panamá.

O canal recebe investimentos tão grandes quanto os indicadores de crescimento do país de 3,5 milhões de habitantes, cerca de um terço da população do Rio Grande do Sul. A injeção de verba na ampliação do Canal do Panamá, uma das obras prometidas para 2014, deve somar US$ 5,25 bilhões. Para comparar, o investimento nos principais portos nacionais acumulado foi equivalente a U$ 3,5 bilhões

Em infográfico, veja como funciona o Canal do Panamá


Como a obra permitirá a passagem de navios maiores, a taxa média cobrada deve saltar dos atuais US$ 200 mil a US$ 350 mil para mais de US$ 500 mil, por possibilitar a passagem de navios com mais do que o dobro da capacidade atual.

A partir de 2014, poderão cruzar os 80 quilômetros que ligam Atlântico e Pacífico embarcações que comportam até 12,3 mil contêineres, os chamados Postpanamax. Hoje, as maiores têm capacidade para 5 mil contêineres. Essa ampliação será possível com a construção de novas eclusas – elevadores de água por onde os navios chegam ao Lago Gatún, a meio caminho entre os oceanos, 26 metros acima do nível do mar. O novo sistema reaproveita 60% da água utilizada na operação.

Terceira maior fonte de recursos do país, o canal repassa US$ 1,043 bilhão ao governo em 2011. As duas principais são a Zona Franca de Colón, segunda maior do mundo, e a atividade bancária. Ambas, no entanto, devem tanto vigor à movimentação que o canal atrai. Em 2011, o Produto Interno Bruto (PIB) panamenho cresceu 10,5%, e a projeção para este ano é de 7,5%.

Até 2014, outras obras de infraestrutura deverão ser concluídas, como um aeroporto em Rio Halo, cidade a uma hora e 40 minutos do centro da capital. No ano passado, o país recebeu mais de 2 milhões de turistas, um crescimento de mais de 30% sobre 2010. Mas o maior impacto para o turismo deve vir com reformas no centro antigo. Prédios históricos no chamado Casco Viejo, como o Teatro Nacional, devem ser revitalizados.

* Marcela Duarte viajou a convite da Copa Airlines

Fonte: Zero Hora, Corredor entre oceanos.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Uma visita inesquecível: Passeio ao Ceclimar é atração em Imbé

Uma opção de passeio para as férias, principalmente para a criançada naqueles dias de tempo fechado e que não deu praia, é uma visita ao Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), em Imbé.

Dinossauros: Ciência e Ficção é a exposição que pode ser
conferida no Ceclimar até o final de março (Foto: Tarsila Pereira)

No local, há o Museu de Ciências Naturais, que recebe o público de terça-feira a domingo, das 15h às 19h. Também é possível visitar o Minizoológico e o Centro de Reabilitação de Fauna Marinha e Silvestre. Além de animais nativos da costa e da orla do Litoral Norte, o museu abriga espécies exóticas e expõe, atualmente, um acervo da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, com reproduções de dinossauros. É a exposição "Dinossauros: Ciência e Ficção" ficará instalada até o final de março no Ceclimar, e que trata sobre a origem e extinção dos dinossauros, a evolução anatômica e o conhecimento sobre fósseis. A mostra reúne seis peças que ilustram a anatomia destes animais. A taxa de ingresso é de R$ 3,00. Crianças menores de 6 anos e idosos não pagam.

A visitação ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres e Marinhos ocorre de sexta-feira a domingo, das 15h30min às 17h30min. No local, os bichos feridos são tratados por biólogos e veterinários. Geralmente, aparecem pinguins e aves para serem cuidados. As duas tartarugas que estão no Ceclimar hoje ficaram doentes por conta do lixo que ingeriram no mar. "Nós já encontramos fita do Nosso Senhor do Bom Fim, bituca de cigarro e plástico dentro do trato intestinal delas", contou a bióloga Cariane Campos.

Um dos moradores mais famosos do Centro de Reabilitação é um leão-marinho de mais de 300 quilos, que chegou ao local ainda bebê e não conseguiu se adaptar novamente ao meio ambiente. "Tentamos libertá-lo várias vezes", disse Cariane. Segundo ela, pessoas desinformadas levam os animais encontrados na orla para o Ceclimar, porque pensam que estão doentes, mas isso é prejudicial. "Esse foi o caso do leão-marinho. Recomendamos que as pessoas recorram ao Ceclimar e à Patrulha Ambiental", disse. No minozoológico também estão animais que não puderam voltar para o habitat natural, como biguás, saguis e tucanos estão no local. O Ceclimar também oferece diversas oficinas durante o verão e os interessados podem buscar informações pelo telefone (51) 3627-1309.

Fonte: Correio do Povo, 12-02-2012. Verão

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Prática comum de Roubo de Areia no Delta do Jacuí *

* Texto original

Apos eu ser ameaçado e ter minha liberdade cerceada, ouve um ponto positivo, que consegui inúmeros aliados, na defesa do Rio Jacuí, entre estes, esta um areeiro, ou freteiro de areia, que me deixou estupefato de como funciona este mercado podre em nosso estado, que e que o controle esta na mão de praticamente 3 grande empresas, o já condenado, o Cartel da areia, que fazem o que querem e quando querem, para iniciar, ele me informou que há um grande numero de roubos de areia que acontece diariamente no Delta do Jacui, área protegida mas não vigiada, que tem inúmeros olheiros que informam quando as Polícias Federais se movimentam, ou a Policia Ambiental, o mais incrível é que ha um militar da marinha, sargento ou tenente não soube precisar que informa das todas as operações que chega ao conhecimento da marinha, e por estas informações recebe 50 reais por barco, este areeiro do bem, vamos chamá-lo assim, diz que trabalha rigorosamente dentro da lei, viaja 140 km para buscar areia acima da barragem, de Amaropolis onde leva 10 hs para encher o barco, de areia de péssima qualidade, por não haver mais areia nas jazidas legais, e tem que concorrer com uma concorrência desleal, pois tem que pagar todos os tributos e percorrer 150 km para buscar areia enquanto estes sacanas fazem inúmeras viagens dento do delta roubando areia e usando nota da mineradora mais próxima, a Somar mineradora, que com relação a estes ilicitudes dentro do delta não possui responsabilidade, mas tem ciência de tal fato, pois acaba indiretamente sendo beneficiada pela compra de sua areia de péssima qualidade então estes barcos visam com a Somar apenas uma coisa, a nota fiscal, nestes barcos, corriqueiros no roubo, todos se beneficiam, menos a sociedade, é pago por tripulante de cada barco draga, R$ 500 reais em media por viagem roubada no Delta, este pessoal esta se destacando dos demais, em crescimento pessoal pois desfilam com carros novos esnobando os colegas que não praticam este crime, esta pratica de roubo de areia esta enraizado na mentalidade da maioria deste pessoal, pela falta do produto nas jazidas, a alta carga tributaria e as longas distancias para extrair areia, mineradora mentem quando falam que são controladas por GPS, pois quem os controla, são eles, eles pagam as empresa “rastreadoras”, ou seja é a raposa guardando o Galinheiro, e hoje, como há muita escassez de areia, é o que me foi relatado, fica muito difícil trabalhar honestamente, não há controle e muito menos punição, são bandidos, cabe ao Estado nos proteger deles, neste caso o maior afetado é o meio ambiente, prejudicando o toda uma futura geração que vira.

Estes são os barcos que roubam diariamente no delta do Jacuí, usando notas da Somar mineradora: Bagual, Picasso, Sulista, Piracema, Normandie, Pangaré, Petiço e Solange, confio na fonte pois fui ate o seu barco, falamos com o seu capitão, que me contou em detalhes como acontece.

Isto e uma denuncia sem provas, cabe ao Ministerio Publico Estadual e Federal, Policia Federal, Policia Ambiental e Policia Civil, apurar, e punir os responsáveis, pois moradores da ilha dos marinheiros já alertaram a Brigada militar sobre o grande movimento de areiras que há ultimamente a noite dentro do Delta do Jacuí, nos como a Patrulha Ambiental na Defesa do Rio Jacuí, estamos levantando as denuncias agora é com vocês!

Indicação dos locais:
Ilhas próximas ao canal Braskem sentido Porto Alegre Interior


Fonte: Patrulha Ambiental, SOS Rio Jacuí.