Documentação Técnica

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* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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sábado, 17 de abril de 2010

Agudo/Restinga Seca - Início da travessia rodoviária por balsa

A balsa Deusa do Jacui, que fará a travessia entre as localidades de Cerro Chato (Agudo) e Vila Rosa (Restinga Seca), em substituição temporária da ponte que ruiu na rodovia RSC-287, está prestes a entrar em operação e depende somente de inspeção naval a ser realizada nessa segunda-feira (19). O vídeo abaixo mostra os trabalhos de finalização da montagem do equipamento, relacionados a serviços de soldagem e pintura de acabamento da estrutura.

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Em razão da balsa não ser do tipo autotransportada, será necessário utilizar uma embarcação auxiliar para fazer o reboque desse equipamento entre as duas margens. Conforme pode ser visto no vídeo acima, o serviço contará com dois rebocadores que já estão no local, mas apenas um dos rebocadores será usado na operação; o outro ficará na reserva, para eventual substituição por motivo de manutenção preventiva/corretiva.


Trata-se de uma travessia de natureza rodoviária, ainda que feita por água, porque a balsa e equipamentos auxiliares substituirão temporariamente a antiga ponte durante período de construção da nova ponte. Concluída a construção da nova ponte, a travessia por barca será desativada. Na foto de satélite acima, uma visão geral da área da travessia e da antiga ponte.

Na foto a seguir é mostrada a balsa "Deusa do Jacui" quando estava em operação na travessia do Rio Taquari, localizada junto ao antigo porto da cidade de Taquari.

Não se trata de navegação de travessia propriamente dita, mas devido às características da operação e dos equipamentos, essa conexão temporária fica sob o controle da Marinha do Brasil quanto ao aspecto da segurança (inspeção naval), e da SPH em relação à concessão do serviço de travessia.

O vídeo abaixo mostra a demolição da estrutura remanescente da antiga ponte cujos destroços, após o desmonte, foram retirados do rio para não inviabilizar a navegação nesse trecho do Rio Jacui.

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A nova ponte terá 420 metros de extensão e 13 metros de largura, e sua infraestrutura (estacas) será apoiada em solo e em rocha a uma profundidade média de 25 metros. A estrutura intermediária (mesoestrutura) será constituída por dez apoios (dois encontros, nas cabeceiras, e oito pilares) em concreto armado. A superestrutura será constituída por um tabuleiro formado por vigas metálicas (longarinas), e o coroamento será feito com uma laje de concreto armado pré-moldado pavimentada com CBUQ (concreto betuminoso usinado a quente).

A foto abaixo mostra uma estrutura idêntica à que será construída entre Cerro Chato e Vila Rosa (tabuleiro constituído por longarinas e transversinas metálicas), e que foi executada durante o governo anterior - concluída em março/2003, na barragem Maia Filho, no trecho Cruz Alta-Salto do Jacui da RST-481 (Ponte Maia Filho), também construída pela empresa Construtora Cidade Ltda.


A obra da nova ponte foi contratada pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER), a um custo de R$ 39,9 milhões, e será executada pelo consórcio formado pelas empresas M. Martins - Engenharia e Comércio (Belo Horizonte) e Construtora Cidade Ltda. (Porto Alegre).

4 comentários:

  1. Gostaria de saber se vão fazer toda a ponte nova, ou somente o vão que caiu?.(Agudo- cerro chato)
    Aproveitando o momento, já saiu o laudo pericial sobre a queda da ponte.

    Att.
    Mauro

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  2. A ponte que está sendo construída é inteiramente nova. O que restou da antiga ponte já foi demolido e seus desatroços recolhidos. Ainda não saiu o laudo pericial a respeito das causas da queda da ponte. O laudo é da responsabilidade dos técnicos da DAER. No entanto, o resultado deverá apontar a violência das águas como causa da queda; isso não estará errado, apesar de falhas na manutenção da estrutura. É que estruturas novas podem ruir sob o impacto de uma forte massa d'água - erosão dos apoios nas cabeceiras e das fundações, com o conseqüente solapamento de toda estrutura. O maior erro foi permitir a presença de dezenas de pessoas sobre a ponte que estava prestes a cair. Imprudência das pessoas, negligência do poder público. Não precisava ser uma tragédia, bastava ser um grande prejuízo ao sistema de circulação e à economia.

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  3. Grande Hermes, será que a nova ponte terá uma altura livre para passagem de embarcações (tirante de ar), maior que a antiga???
    Abraços, Zilton

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  4. Obrigado pela força,Zilton! A respeito do tirante de ar da nova ponte, as normas da Marinha estabelecem que obras sobre vias navegáveis devem cumprir uma série de requisitos a serem analisados pelos órgãos da própria Marinha. Também devem ser consultados as entidades hidroviárias, especialmente sobre o tirante de ar. Não sei se os técnicos da SPH não foram consultados; sou um deles, e somos poucos, mas não tive nenhuma notícia disso. A expectativa é que o vão livre vertical seja o mesmo, pois é o mínimo que se pode esperar. Vou buscar algo concreto a respeito disso, OK?

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