As áreas que apresentam trechos com profundidades menores, localizadas no Rio Guaíba e no estuário da Lagoa dos Patos, foram objeto de dragagem no século passado para a implantação de diversos canais artificiais (Cristal, Pedras Brancas, Leitão, Belém, Junco, Campista e Itapuã, no Rio Guaiba; Feitoria, Nascimento, Coroa do Meio, Barra/São Gonçalo e Setia, no estuário da Lagoa dos Patos).
No entanto, para salvaguardar a segurança da navegação, é necessário manter a sinalização náutica nas duas situações acima referidas. Nos canais artificiais para demarcar seus limites laterais; na área de navegação em fundo natural, para sinalizar os bancos que se projetam para o interior da Lagoa dos Patos, e que também se constituem em obstáculos à navegação.
Infelizmente, como pode ser visto em notícia postada no site "www.conjuminando.com.br", no dia 06/06/2010, navegadores que retornavam a Tapes surpreenderam-se com a situação de deterioração e abandono do farolete que sinaliza o Banco dos Desertores. A foto abaixo, tirada pelos navegadores, revela que só restou a base da estrutura do farolete. Sem lanterna de iluminação e com uma estrutura metálica pontiaguda exposta, o antigo farolete representa um grande risco à segurança da navegação.
As coordenadas aproximadas do farolete são 30º 57.431’S/ 51º 15.095’W (WGS84). A negligência do setor público estadual é questionada pelos navegantes que, cobertos de razão, cobram uma ação preventiva da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH). Eles perguntam: Será necessário que ocorra um acidente (com danos à vida humana ou ao meio ambiente) para que sejam tomadas providências?









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