Documentação Técnica

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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

ANTAQ participa de reunião do Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA e Exército Brasileiro

Os diretores da ANTAQ Fernando Fialho (diretor-geral) e Tiago Lima participaram hoje de reunião entre a comitiva do Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos e do Departamento de Engenharia e Construção (DEC) do Exército Brasileiro, no Quartel General do Exército, em Brasília. Em pauta, a cooperação técnica do Exército norte-americano para o desenvolvimento da hidrovia do rio São Francisco.

A expectativa do comandante do DEC, general Ítalo Fortes Avena, é formatar um protocolo de intenções entre as duas instituições até o final deste ano. Contudo, ele acredita que a formalização da cooperação e o início dos trabalhos de campo só irão começar mesmo no ano que vem, após a posse do novo governo brasileiro. “O importante é podermos utilizar o conhecimento do Exército norte-americano nessa área e retomarmos economicamente a hidrovia”, destacou.

O diretor de Obras de Cooperação do Exército Brasileiro, Jorge Ernesto Pinto Fraxe, por sua vez, ressaltou o papel do Exército no desenvolvimento das hidrovias norte-americanas. “A melhor coisa que os Estados Unidos fizeram foi entregar o Mississipi ao Exército. O mesmo deveria ser feito no Brasil, aqui no São Francisco”, apontou.

Fraxe disse que a ideia é organizar os ribeirinhos em cooperativas, de forma que eles se constituam em defensores do rio, e defendeu a ANTAQ como um importante parceiro nesse processo, ao disponibilizar o seu conhecimento do sistema hidroviário do país.

Durante a reunião, o diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, falou sobre a visita técnica da comitiva brasileira ao complexo do Mississipi, em 2009, e que contou com a presença de parlamentares, além de representantes do governo, da Agência e do empresariado. “Realmente eles ficaram impressionados com o que viram. Os EUA movimentam 650 milhões de toneladas/ano de cargas, especialmente produtos agrícolas pelo Mississipi. E um viés importante é que a hidrovia é tratada como uma questão de segurança nacional, tanto em razão do transporte de alimentos quanto de suprimentos energéticos”, observou.

Fialho fez uma breve apresentação dos corredores hidroviários do país, destacando o corredor do Tocantins por sua semelhança com o Mississipi. O diretor-geral da ANTAQ acredita que através daquela hidrovia poderão ser escoados 50 milhões de toneladas de carga nos próximos anos, especialmente de cargas do agronegócio provenientes do centro-oeste brasileiro.

Para o diretor-geral da ANTAQ, além da importância econômica e social, o transporte por hidrovias também é vantajoso para o meio ambiente. “É preciso preservar as matas ciliares, as nascentes e a profundidade dos nossos rios, como o São Francisco. A emissão de CO2 também é consideravelmente menor nas hidrovias. Por isso é tão importante ter os ribeirinhos como agentes de preservação ambiental, como mencionou o general Fraxe”, avaliou Fialho.

Ao defender, durante a reunião, uma maior participação do transporte hidroviário na matriz de transportes brasileira, o diretor da Agência, Tiago Lima, também ressaltou o papel do Exército no desenvolvimento do Brasil, notadamente das regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, e reafirmou sua crença no sucesso do trabalho que será realizado pela instituição, “que há muita é considerada como uma das de maior credibilidade pela sociedade brasileira”.

O comandante da Divisão do Atlântico Sul, do Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA, general Todd Semonite, disse que a parceria com o Exército Brasileiro aponta muitos desafios, mas, também, muitas oportunidades. Ele destacou a importância de um marco legal onde o Exército possa atuar, como o que existe em seu país.

Semonite, que tem sob seu comando 18 sistemas fluviais, afirmou a disposição do Exército norte-americano em apoiar iniciativas brasileiras na área do transporte hidroviário. “Temos muitas semelhanças nessa área e acreditamos que a cooperação será positiva para os dois lados”, disse, referindo-se especialmente à preocupação com o desenvolvimento ambiental no Brasil.

O general norte-americano indicou que um modelo de cooperação ideal com o Brasil consistiria na colocação do pessoal técnico daquele órgão aqui, no Brasil, de forma que eles pudessem enviar informações sobre as nossas necessidades e lá desenvolver os conhecimentos que seriam aplicados no Brasil.

A comitiva do Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA (Usace) foi composta ainda pelo capitão Robert Fullerton, assistente do general Semonite; pelo oficial de ligação do Usace, Marcelo Salles; pelos senhores Torkild Bronso, chefe de Programas Militares, Douglas Otto, chefe de Engenharia, e Willian Fuller, chefe de Operações daquele órgão; e por LTC Al Perez, chefe de Exército Norte-Americano no Escritório Militar em Brasília.

O grupo da ANTAQ, por sua vez, contou também com a participação do superintendente de Navegação Interior, José Alex Oliva, e dos assessores Fernando Serra (Assessoria Técnica), Manuella Peixoto da Rocha (assessora Parlamentar) e Pablo Santiago (assessor Internacional).

Brasília, 20 de outubro de 2010

Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br

2 comentários:

  1. Grande Hermes, parabens pelo blog, está cada vez mais atual.
    Quanto à presença de tecnicos estrangeiros para indicar que devemos incentivar o uso das hidrovias, creio que depois dos holandeses, o pessoal deveria ter vergonha de chamar estrangeiros, ouvir todas as sugestões e não fazer nada.
    Creio que se quisessem melhorar o transporte em hidrovias, temos pessoal capacitado para opinar, não precisa importar; Me parece que falta vontade de fazer. Só como exemplo, as recentes obras de barragens para hidroelétrica, que não estão sendo equipadas com eclusas, como já explicaste. O pessoal do licenciamento ambiental deveria exigir que se parasse de construir hidrelétricas a fio dágua, e que se construisse eclusas em todas as barragens. É ridiculo o caso de Itaipu, que até hoje não tem nem o projeto de eclusas aprovados e Tucurui, que depois de décadas, com custo extratosferico, somente terá suas eclusas construidas em 2010.
    Hermes, é só um desabafo, na verdade acho que estamos caminhando, vagarosamente, no bom caminho.
    Abraços e bons ventos, zilton

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  2. Se o intercâmbio técnico fosse com o Corpo de Engenheiros dos EEUU, tudo bem. É orgão público e, além disso, é o melhor quadro técnico do mundo em hidrovias. Esses holandeses,que não sabem nada a respeito das nossas hidrovias, são meros consultores comerciais e, sem licitação, foram contratados por 700 mil reais. Aqui no Brasil existem engenheiros e empresas de engenharia que, pela metade do preço (ou menos), fariam esse trabalho, e com muito mais qualidade. É só examinar o Plano de Desenvolvimento da Navegação Interior do RS (PDNI/RS), feito em 1976 pelos técnicos do Geipot (com a participação dos técnicos do DEPRC, atual SPH). Mas seria um caminho técnico, sem abrir "oportunidades comerciais", entende?

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