Documentação Técnica

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* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Ameaça ao meio ambiente: Areeiros usam a Copa do Mundo/2014 para voltarem a minerar no Rio Guaíba

Polêmica na retirada de areia

 Mineradores pedem mais extração<br /><b>Crédito: </b>  divulgação / cp
Mineradores pedem mais extração
Crédito: divulgação / cp
O ritmo acelerado do crescimento da construção civil - em decorrência das obras que integram o PAC e a Copa do Mundo de 2014 - causam preocupação pela possibilidade de faltar areia. Para o presidente da Sociedade dos Mineradores de Areia do Rio Jacuí (Smarja), Sandro de Almeida, a solução é liberar a extração do minério, com rigor ambiental, no Guaíba. "Onde tem desenvolvimento, tem areia. A extração no Guaíba, que no passado foi vital para grandes obras viárias em Porto Alegre, como a construção de avenidas, perimetrais, prédios, parques e até mesmo o Estádio Beira-Rio, pode voltar a ser uma alternativa viável", acrescentou Almeida.

A Smarja é pioneira na busca de licenciamento para minerar no Guaíba, já tendo aprovação do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima). No momento, aguarda a realização de audiência pública para análise de seu projeto. Hoje, há 274 pontos de extração de areia no RS, onde atuam 99 empresas, gerando 5 mil empregos diretos. Porém, somente para o projeto inicial da BR 448 (Rodovia do Parque) será necessária a quantidade de 1,850 milhão de metros cúbicos.

Fonte: Correio do Povo/Economia, 28/11/2010.

Notas do Editor

1 - O setor empresarial da mineração também adotou a tática de usar a Copa do Mundo/2014 para pressionar a favor dos seus interesses, para realizar seu objetivo de voltar a destruir o leito do Rio Guaíba. A Copa do Mundo/2014 virou uma espécie de biombo, atrás do qual muitos interesses escusos se escondem;

2 - A extração de areia foi proibida no Rio Guaíba em razão dos prejuízos que essa atividade causa ao meio hídrico, com a desfiguração do leito do rio - provoca profundas alterações no seu regime hidrodinâmico e rebaixamento do lençol freático (essa destruição continua sendo feita nos rios Jacui, Taquari, Sinos, Caí e São Gonçalo/Lagoa Mirim);

3 - Essa atividade também prejudica os canais de navegação: a SPH implantou as hidrovias dos rios Jacui e Taquari, por exemplo, com a profundidade de 3 metros (calado de 2,5 metros), pois essa era a profundidade que caracterizava o perfil desses rios. Mesmo assim, foi necessário construir mais de 60  canais artificiais nos trechos que não proporcionavam a profundidade de 3 metros;

4 - Nos rios descritos no item anterior, apesar do perfil longitudinal característico de mananciais de águas rasas, a FEPAM autoriza a extração de areia a profundidades de 8 a 10 metros! Até hoje não sabemos as razões para tal liberalidade permissiva. Isso destrói os canais de navegação, causa o solapamento das margens e o derrubada da mata ciliar, e promove o rebaixamernto do lençol freático. 

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