Documentação Técnica

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Capitão da Brigada compara mortandade de peixes no Rio dos Sinos à tragédia de 2006

Cerca de 16 toneladas de peixes foram encontrados em faixa superior a 40 quilômetros

A mortandade de peixes no Rio dos Sinos preocupa bastante as autoridades ambientais do Rio Grande do Sul. Até esta quinta-feira, estimativas da Brigada Militar indicavam 16 toneladas de peixes mortos no leito. Ainda que o número esteja longe da pior tragédia no local, em 2006 – quando 85 toneladas de peixes foram encontrados mortos –, a situação é grave, de acordo com o capitão do 1º Batalhão de Polícia Ambiental, Rodrigo Gonçalves dos Santos.

Em 2006, a faixa em que encontramos os peixes mortos era entre 6 e 7 quilômetros. Hoje, esses foram localizados em uma faixa maior que 40 quilômetros”, revelou o oficial. Ele disse que o nível de oxigenação da água do rio chega a ficar inferior a 0,1 miligrama por litro, enquanto o ideal é que seja entre 6 e 8 miligramas. “Nesses níveis não há condições de vida aquática.” Segundo ele, o peso dos peixes mortos variou de 300 gramas a 2 quilos.

Em 2006 mais de 85 tonelatas de peixes foram encontrados mortos. 
Foto: Correio do Povo 

O oficial explicou que a Brigada Militar tenta amenizar a e combater a situação em duas frentes. Uma de auxílio aos técnicos de monitoramento e a outra na fiscalização de empresas que podem poluir o Rio do Sinos. Até a noite desta quinta-feira, oito estabelecimentos foram visitados. Desses, em um foi encontrada uma irregularidade.

A Brigada espera os resultados dos laudos periciais feitos em amostras da água e de peixes para direcionar as ações. Eles devem estar prontos em até duas semanas.

Falta de saneamento é crucial

O capitão Rodrigo citou diversos motivos para que a situação chegasse a esse ponto, como a estiagem e o excesso de chuvas em diferentes pontos da bacia do Rio dos Sinos – o que diminui o nível de água em certas localidades e leva a poluição ao leito, em outros. Mas o principal fator, segundo o capitão, é a ausência de saneamento básico. “Não há tratamento do esgoto”, apontou.

Ele também se mostrou preocupado com o atual período, às vésperas do verão, em que poderá haver períodos de estiagem. Consequentemente, deverá fazer o nível do rio baixar, agravando a situação.

Fonte: Correio do Povo, 02/11/2010.

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