Juliana Bublitz | juliana.bublitz@zerohora.com.br
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| Com 18 metros de comprimento, embarcação do tipo Catamarã poderá transportar 120 passageiros por vez, em trajeto de 20 minutos - Foto: Fernando Gomes. |
Gerente operacional da Expresso Rio Guaíba, Flavio Piccoli acredita que as pessoas continuarão optando pelo ônibus para pagar menos.
Antiga reivindicação de moradores da Grande Porto Alegre, o transporte hidroviário de passageiros entre a Capital e o município de Guaíba está prestes a desencalhar. Após décadas de tentativas frustradas, a assinatura do contrato de concessão entre a empresa vencedora da licitação e o governo do Estado está prevista para segunda-feira, a bordo de uma das embarcações.
Nesta terça-feira à tarde, o barco que receberá a governadora Yeda Crusius passava por retoques. Do tipo catamarã, com casco duplo, o veículo tem 18 metros e foi testado no Rio Jacuí. O modelo com capacidade para 120 passageiros oferece poltronas estofadas, TVs de LCD e ambiente climatizado. Os 15 quilômetros do percurso devem durar cerca de 20 minutos.
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Com a assinatura do contrato, a Viação Tapajós e a CatSul, criada para operar o sistema, terão até 120 dias para colocar tudo em funcionamento. O prazo inicial de concessão é de 30 anos.
Estão previstas instalações junto ao Cais do Porto, na Capital, e à rodoviária de Guaíba, na zona central da cidade. Cada ponto receberá um píer flutuante. A intenção, segundo o diretor da CatSul, Carlos Augusto Bernaud, é que o transporte por água entre em operação em março ou em abril.
Estão previstas instalações junto ao Cais do Porto, na Capital, e à rodoviária de Guaíba, na zona central da cidade. Cada ponto receberá um píer flutuante. A intenção, segundo o diretor da CatSul, Carlos Augusto Bernaud, é que o transporte por água entre em operação em março ou em abril.
Na fase inicial, serão dois catamarãs em atividade. A expectativa é de que 2 mil pessoas usem o serviço diariamente. As passagens, conforme Bernaud, terão valor máximo de R$ 7. Gerente operacional da Expresso Rio Guaíba, Flavio Piccoli acredita que as pessoas continuarão optando pelo ônibus para pagar menos. Uma viagem na linha comum sai por R$ 3,05.
Bernaud reconhece que será difícil competir, já que o catamarã gasta 10 vezes mais em combustível do que um ônibus, mas afirma que serão criadas tarifas promocionais e bilhetes-integração. A aposta da empresa é de que a população prefira pagar um pouco mais para ganhar tempo:
— Pela água, não tem ponte.
Fonte: ZH, 15/12/2010. http://tinyurl.com/35e59zh










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