Documentação Técnica

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* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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terça-feira, 5 de abril de 2011

Assinado o contrato para operação das Eclusas de Tucuruí

DNIT repassará R$ 7,2 milhões para Eletronorte operar o sistema durante dois anos


O DNIT assinou, na tarde desta quinta-feira (31) em Brasília, o contrato com a Eletronorte para operação das Eclusas de Tucuruí. O documento estabelece que a empresa irá operar e manter os equipamentos elétricos, eletrônicos, mecânicos e a estrutura civil do sistema de transposição do Rio Tocantins. Os recursos serão repassados pelo DNIT durante os próximos 24 meses.

As eclusas

As duas eclusas estão localizadas no Rio Tocantins entre o porto de Vila do Conde, próximo a Belém/PA, e a cidade de Marabá. A obra, iniciada em 1980, vai vencer um desnível de 72 metros de altura provocado pela construção da barragem da usina hidrelétrica de Tucuruí e vai restabelecer a navegabilidade no rio Tocantins, permitindo o tráfego de comboios transportando até 20 mil toneladas de carga. A região tem grande potencial econômico em função do desenvolvimento agropecuário e agro-industrial e pela existência de jazidas minerais e recursos naturais que podem ser transportados por via fluvial.

01/04/2011

Bruna Barros
ASSESSORIA DE IMPRENSA/DNIT

Fonte: Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, DNIT.

ECLUSAS DE TUCURUÍ (PA) - HISTÓRICO

Os rios Tocantins e Araguaia atravessam as regiões Centro-Oeste e Amazônica, comprovadamente dotadas de imensas riquezas minerais, banhando em extensões superiores a 2.000 km terras com natural vocação para a agropecuária. Se transformados em hidrovias de grande porte, poderão ser fatores determinantes da exploração em larga escala desses recursos pela possibilidade de direcionar a produção regional, desde Barra do Garças, no Brasil Central, para um porto flúvio marítimo no estuário do Amazonas - Vila do Conde, privilegiadamente localizado em relação aos mercados norte-americano, europeu e do Oriente Médio. Mas, para que a produção dessa região apresente condições de competitividade com outras áreas mais próximas do litoral ou dos grandes centros é fundamental a existência de uma via de transportes de baixo custo operacional como a hidrovia pode oferecer.

Da análise das condições de navegabilidade dos dois rios, verifica-se que essa hidrovia é constituída de longos trechos naturalmente navegáveis para embarcações adequadamente dimensionadas, embora com restrições de profundidade em passagens localizadas, porém, perfeitamente suscetíveis de correção, através de melhoramentos diretos a serem implantados progressivamente, em função da demanda de tráfego.

A construção da barragem de Tucuruí — situada no rio Tocantins Pará, a 250 km de sua foz - tem a finalidade primordial de gerar energia, através da usina hidroelétrica. Se, por um lado, a barragem afoga com seu reservatório as corredeiras de Itaboca, até então os principais empecilhos à implementação da navegação comercial no Tocantins, por outro lado, secciona a hidrovia, impondo a construção de uma obra de navegação de grande porte capaz de vencer o desnível de 72 metros, criado. Dessa forma, o aproveitamento de Tucuruí compreende, também, um sistema de transposição localizado na margem esquerda do rio Tocantins e constituído por duas eclusas e um canal intermediário, adequadamente alinhados, cujo objetivo precípuo é dar continuidade à navegação no trecho da hidrovia interrompido com a construção da barragem. Ao mesmo tempo, será viabilizada uma ligação ao porto de Belém PA, onde a hidrovia poderia se situar como alternativa de transporte para o minério de Carajás.

A eclusa 1 tem estrutura de gravidade em concreto - massa e se conecta, pela Cabeça de Montante, ao eixo da Barragem de Terra da Margem Esquerda, através de quatro blocos de muros de ligação. O Sistema Hidráulico de Enchimento da Eclusa 1 é formado por duas tomadas d'água localizadas na cabeça motante, controladas por comportas do tipo setor-invertido. A distribuição de água dentro da câmara é feita através de oito difusores. A eclusa 1 dispõe de um sistema de alimentação suplementar previsto para a manutenção dos níveis d'água no canal intermediário.

A eclusa 2, está localizada junto à margem esquerda do rio Tocantins, próximo à cidade Tucuruí. Está posicionada de tal forma que dois terços de sua estrutura estão encaixados em rocha. O sistema hidráulico de enchimento da eclusa 2 é formado por uma tomada d'água tipo tulipa, encaixada na rocha do lado esquerdo da cabeça de montante, um sistemade controle por comportas do tipo setor-invertido e, um dissipador de energia, escoando as águas diretamente para o rio Tocantins. Se completam com muros-guia situados a montante e a jusante, constituído de uma guia-corrente em terra e enrocamento, com a finalidade de proteger a entrada e saída dos comboios na eclusa e desviar o fluxo do rio Tocantins.

Dentro deste enfoque, a construção das eclusas de Tucuruí é imprescindível ao aproveitamento econômico do grande potencial agropecuário, florestal e mineral já identificados no Vale do Tocantins-Araguaia que depende da oferta de meios de transporte maciços, de baixo custo e baixo consumo energético, face ao pequeno valor unitário das cargas a serem geradas e às grandes distâncias a serem percorridas.

A obra possibilitará, ainda, a geração de empregos para a população da própria bacia hidrográfica e de outras regiões, numa contribuição para o desenvolvimento do Centro-Oeste e Amazônia e para a desconcentração industrial do País, uma vez que será formado um corredor de exportação da produção regional com o aproveitamento do transporte hidroviário até um porto para embarcações marítimas.

Os dois empreendimentos em Tucuruí — as obras de geração de energia, a cargo da ELETRONORTE, e as obras de navegação sob responsabilidade do Ministério dos Transportes/Administração das Hidrovias da Amazônia Oriental-AHIMOR , estão intimamente ligados, enquanto persistir a concomitância: obras principais fisicamente incorporadas, mesma infra-estrutura de apoio (vilas residenciais instalações de canteiro, etc.); administração única da ELETRONORTE no canteiro; mesmos empreiteiros, mesmos preços unitários de serviços, mesmas condições contratuais. É de todo interesse resguardar esta unidade de ação e de condicionantes com vistas à otimização do empreendimento conjunto e ao máximo aproveitamento de mão-de-obra, equipamentos e materiais disponíveis no local.

LOCALIZAÇÃO: Rio Tocantins, cerca de 250 Km da sua foz

FINALIDADE: Navegação

COMPRIMENTO: 210,00 m

LARGURA: 33,00 m

DESNÍVEL: 72,00 m

Fonte: Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, Eclusas.

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