Documentação Técnica

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Audiência pública discute ações e perspectivas para o Polo Naval e cadeia do petróleo e gás

Por Marinella Peruzzo - MTB 8764

Debate proposto por Lindenmeyer contou 
com a presença de autoridades e estudiosos

Em audiência pública da Comissão de Economia e Desenvolvimento, na manhã desta quarta-feira (29), técnicos e autoridades municipais e estaduais discutiram as oportunidades da indústria naval e de petróleo, gás natural e energia. A audiência foi proposta pelo deputado Alexandre Lindenmeyer (PT), relator da Subcomissão do Polo Naval.

O deputado abriu os trabalhos com um esclarecimento. Disse que a sessão plenária de terça-feira (28) estendeu-se por toda a madrugada, encerrando-se somente às 6h10 desta quarta-feira, e que, por essa razão, não havia outros parlamentares presentes à audiência.

Bacia Hidrográfica I: Indústria Oceânica (Offshore) do Rio Grande do Sul - AGDI

Segundo Lindenmeyer, sua motivação ao propor o debate foi “o sentimento de que essa cadeia produtiva que surge no Estado ainda é algo que não é vislumbrado pela maioria dos gaúchos”. Para o parlamentar, o tema ainda é visto como pauta de uma região específica e não de todo o Estado. Ele explicou que há uma grande demanda da Petrobras, que oferece “uma oportunidade ímpar de trabalho” para os pólos do Rio de Janeiro, Pernambuco e Rio Grande.

Após a manifestação, representantes de universidades e órgãos governamentais e de financiamento fizeram apresentações técnicas das atuais condições do setor e das oportunidades surgidas a partir da descoberta do pré-sal.

Perspectivas

O vice-reitor da Universidade Federal de Rio Grande, Ernesto Casares Pinto, iniciou sua manifestação falando sobre a história, a abrangência e a vocação da instituição. Disse que nos últimos dois anos, contrataram mais de 200 professores. Só nos cursos de engenharia, segundo ele, houve um acréscimo de 134% de 2006 a 2011. Citou três cursos criados recentemente: Engenharia de Automação, Engenharia de Mecânica Naval e Engenharia Costeira Portuária.

Na área de petróleo e energia, citou projetos realizados em parceria com várias empresas e instituições, como o diagnóstico do Polo Naval com a Secretaria do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, o Estaleiro Virtual, o Laboratório de Interação Fluido Estrutura, o Laboratório de Caracterização de Cabos (Policab), e o Projeto Negócio a Negócio. Ele citou o exemplo da Coreia, que em 2002, teria ultrapassado o PIB do Brasil com uma área três vezes menor do que a do Rio Grande do Sul. Disse que o país serve de modelo ao RS.

Bacia Hidrográfica II: Indústria Oceânica (Offshore) do Rio Grande do Sul - AGDI

Também afirmou que o Brasil, com os polos navais de Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande, deveria buscar a condição de “cluster marítimo”, como ocorre no Hemisfério Norte. Falou de encomendas garantidas da Petrobras da ordem de US$ 6,5 bilhões, com previsão de geração de 10 mil empregos diretos e 30 a 40 mil indiretos nos próximos dez anos.

O diretor da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Aloísio Félix da Nóbrega, expressou a necessidade de o Brasil e o Rio Grande do Sul aproveitarem o novo ciclo econômico inaugurado a partir da exploração da camada do pré-sal. Destacando os números representados pelas encomendas da Petrobras, disse que os três clusters marítimos (Rio de Janeiro, Pernambuco e Rio Grande) vão disputar o tempo todo esse mercado e que o RS está apto a aproveitar as oportunidades.

Bacia Hidrográfica III: Indústria Oceânica (Offshore) do Rio Grande do Sul - AGDI

O diretor da AGDI também explicou as mudanças nas estratégias de contratação da Petrobras. Até recentemente, a empresa contratava uma plataforma por meio de uma única entidade, uma grande empresa (epcista) que se responsabilizava por todo o processo. Agora, segundo ele, em vez de contratar uma epcista, a Petrobras está fechando contratos separados para a construção do casco, para pacotes de cinco módulos e para a integração de casco e módulos. Disse que a ideia é imitar os coreanos, que transformaram a construção de navios em linhas de montagem.

Também participaram da audiência a secretária-adjunta de Estado da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, Ghissia Hauser, o secretário-adjunto da Secretaria do Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Junico Antuneso, o reitor da Universidade Federal de Rio Grande, João Carlos Brahm Cousin, o secretário da Cidadania e Assistência Social de Rio Grande, Leonardo Gensen Salum, a representante da prefeitura de Pelotas, Márcia Medeiros, o diretor de Operações do Badesul, Sidney Flaviano de Souza, e o representante da Fiergs, Oscar Azevedo.

Fontes: Assembléia Legislativa do RS, ALERGSAgência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, AGDI.

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