Documentação Técnica

Documentação Técnica
* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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sábado, 9 de julho de 2011

Porto do Rio Grande tem que ser concentrador de carga

Depois das obras de aprofundamento do canal para 60 pés – ainda falta dragar junto ao cais – e da conclusão da extensão dos molhes, o porto do Rio Grande reúne todas as condições para ser o porto concentrador de cargas do Mercosul. Está mais próximo de países como Uruguai e Argentina, cujos portos têm menor calado, e do Paraguai, que pode escoar suas cargas pelos navios que servem Rio Grande.

Porto de Rio Grande - Porto Novo

O presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários, Wilen Manteli, informa que, agora, o porto gaúcho pode receber navios de até 80 mil toneladas. “Com 18 metros de calado, o lógico e desejável é que embarcações menores tragam cargas dos países vizinhos para ser transportadas por navios maiores a partir de Rio Grande, tornando as mercadorias da região mais competitivas no mercado mundial”, diz Manteli.

Porto de Rio Grande - Terminal de Contêineres/TECON

Porto II

Para que Rio Grande se torne um porto concentrador de carga, os governos precisam definir o porto como fator estratégico para o desenvolvimento, com um programa voltado ao aproveitamento econômico dos territórios disponíveis ao seu redor, mediante atração de empreendimentos industriais, de logística e de prestação de serviços inclusive ao longo das hidrovias, que podem ser melhor utilizadas em toda a sua extensão, como no passado, quando já tiveram extensão superior a 1.000 km e hoje mal passam dos 600 km. Um primeiro passo está sendo dado pela administração do porto do Rio Grande, que busca integração com os portos de Montevidéu e Buenos Aires. O aumento da navegação de cabotagem também contribuirá para aumentar o movimento em Rio Grande.

Porto de Rio Grande - Terminal da Termasa

Cabotagem

Aos poucos, a navegação costeira brasileira, que nunca deveria ter sido abandonada, assim como também a ferrovia não deveria ter sido deixada de lado, em favor do rodoviarismo, começa a voltar a ser prestigiada no Brasil. Já há várias empresas usando navios costeiros para transportar cargas - inclusive grãos - entre os portos do Sul, do Nordeste e do Norte. Um novo passo importante está sendo dado pela Maestra Navegação e Logística, novo armador de cabotagem no Brasil, que fez parceria com a Gerdau, empresa líder na produção de aços longos nas Américas, para transporte de cargas entre os portos de Salvador (BA) e Suape (PE). Fernando Real, da Maestra, diz que o acordo com a Gerdau é uma decisão que vai desenvolver o mercado de cabotagem. Fladimir Batista Lopes Gauto, da Gerdau, garantiu que o grupo vai ampliar a utilização do modal marítimo para entregar seus produtos.

Fonte: Jornal do Comércio, 08/07/2011. Painel Econômico

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