Documentação Técnica

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* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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domingo, 10 de julho de 2011

Sindicatos portuários resistem à revitalização do Cais Mauá

Revitalização do Cais é criticada

O projeto de revitalização do Cais Mauá enfrenta resistência na área portuária. Eduardo Rech, que representa os trabalhadores no Conselho de Autoridade Portuária da Capital, não poupa críticas: "O prefeito de São Leopoldo está na China em busca de recursos para implantar um porto fluvial. O prefeito de Viamão, com apoio do competente Wilen Mantelli, da ABTP, quer ter o seu porto. Canoas quer melhorar os seus terminais portuários. Industriais gaúchos, à falta de opções, buscam os portos catarinenses para escoar seus produtos, já que o de Rio Grande está mais distante e é mais caro (cinco pedágios).

 

Em Porto Alegre, na contramão, as autoridades estaduais e municipais, por meio de um processo de grilagem sobre áreas públicas da União, tratam de trocar o nosso porto, pronto e livre, por um shopping, acompanhado de algumas quinquilharias, sob o olhar perplexo da comunidade portuária. A velha frase de Cícero ''quousque tandem Catilina abutere patientia nostra'' (Até quando abusará Catilina de nossa paciência?) continua absolutamente atual".

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Shopping Center, junto à Usina do Gasômetro.  

NOTA DO EDITOR

Sou favorável à reurbanização do Cais Mauá, processo conhecido como "revitalização portuária", mas não concordo com a concepção do projeto que ganhou a licitação solitária porque representa uma mera proposta de ocupação imobiliária, descolada da realidade histórica, cultural e paisagística do Centro Histórico - um shopping center ao lado da Usina do Gasômetro e espigões nas docas. Não houve preocupação com o trecho maior, intermediário, formado pelos armazéns, e o resultado não poderia ser pior - piers flutuantes ridículos (que não poderão ser feitos, por motivos óbvios), paredes envidraçadas nos armazéns (uma bobagem) e cascata d'água no muro (uma coisa muito ridícula, que também não sairá do papel). Por último, o preço do arrendamento é vil, e o contrato prevê situações de desconto privilegiadas. A imagem abaixo mostra que outras formas de ocupação desse espaço são possíveis, mais bonitas, mais baratas e mais inteligentes.

 

Fonte: Correio do Povo, 10/07/2011. Denise Nunes

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