Documentação Técnica

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* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Encontro define GT para tratar da complementaridade entre portos

A formação de um Grupo de Trabalho (GT), composto de representantes dos portos do Rio Grande, Montevidéu (Uruguai) e Buenos Aires (Argentina), foi decidida terça-feira, durante o 1º Encontro Regional de Protagonistas Portuários, realizado no Radisson Hotel, em Montevidéu. Esse GT, a ser montado em breve, vai discutir os diferentes aspectos referentes à complementaridade entre os portos do Rio Grande, do Uruguai e da Argentina e, em 90 dias, apresentará um relatório conclusivo sobre o assunto. O grupo avaliará a produção a ser movimentada por estes portos e as viabilidades logísticas, além de fazer o diagnóstico das questões legais.

1º Encontro Regional de Protagonistas Portuários (Foto: Fábio Dutra)

A complementaridade entre esses portos foi o tema do encontro regional e consiste na integração deles para atrair rotas importantes da Europa, Ásia e América do Norte, complementando as cargas entre eles. O assunto foi abordado, durante todo o dia, por meio de palestras, mesas-redondas, networking e trabalhos em grupos, pelas principais autoridades e outros vários atores desses portos.

O superintendente do Porto do Rio Grande, Dirceu Lopes, defende esta ideia. Ele observa que a complementaridade diminui os custos de logística para toda a cadeia portuária. “Temos (os portos dos três países) características diferenciadas, as quais nos dão condições de buscar a complementaridade”, ressaltou.

Ao falar no evento, Lopes lembrou que o problema comum a todos os portos é vencer a crise mundial e cabe a eles unirem-se para fazer frente a essa questão. “A formação de blocos regionais tornou-se comum”, destacou. “A competitividade sempre existirá, mas nós estamos capacitados e autorizados a buscar a complementaridade. Esse processo já existe, mas pode ser institucionalizado e ampliado”, ressaltou Lopes.

Ricardo Sánchez, chefe de Serviço de Infraestrutura da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina), entende que a atividade portuária é tipicamente competitiva, mas que há aspectos em que a complementaridade é possível, ou seja, tecnicamente, como na capacitação profissional e projetos de dragagens. O interventor de la Administración General de Puertos de BsAs – Argentina, Oscar Vecslir, mostrou-se favorável a “trabalhar na complementaridade”.

Para o presidente de la Administración Nacional de Puertos – Uruguai, Alberto Díaz, quem decide por onde enviar as mercadorias são os grandes armadores, por isso entende que os portos da região precisam trabalhar juntos e montar estratégias para atendê-los.

O encontro foi organizado pela Mercosoft Consultores. O diretor desta empresa, Mário Alonso, falou que a proposta é buscar a ampliação da complementaridade entre os portos da região com a participação do Estado. Ele explicou que a complementaridade existente hoje parte das empresas operadoras de cargas. O objetivo é a redução de custos com transporte e tempo. O encerramento foi com a presença do presidente do Uruguai, José Mujica [foto na galeria de imagens].

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Grupo de Trabalho

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