Documentação Técnica

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* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Como foi a construção da Ponte do Guaíba

Do orgulho à encrenca

Luís Bissigo *

A ponte do Guaíba foi a solução para um baita problema. Hoje ela é um baita problema que aguarda solução.

Imagens da construção da ponte do Guaíba. 
Fotos: José Abraham/Acervo de Alfonso Abraham.

Nos anos 1950, as estradas que ligavam o resto do país à capital do Estado esbarravam no quase intransponível Delta do Jacuí para ir ao sul, e mesmo ao oeste. A ligação era feita por barcas do Daer (Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem) que saíam da Vila Assunção, levando veículos e passageiros numa viagem de 20 minutos – mais outros 40 minutos para embarque e desembarque.


Em 1953, quando o movimento era de 600 veículos e mais de mil passageiros por dia, o sistema exigia alternativas. Cinco anos depois, em 28 de dezembro de 1958, foi inaugurado o complexo de quatro pontes da sonhada travessia rodoviária, que foi denominada Régis Bittencourt, em homenagem ao primeiro diretor do DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem). Em 1962, o governador Leonel Brizola mudou o nome da ponte do Guaíba para Travessia Getúlio Vargas, mas o nome não foi reconhecido pelo governo federal.


A parte mais vistosa e complexa da obra foi a construção do vão móvel, que se tornou um dos cartões-postais da cidade. Sustentado por quatro torres de 43m de altura, um trecho de 58m de extensão – que pesa 400 toneladas – pode ser elevado mecanicamente a 24m, permitindo a passagem de embarcações de médio porte.


O que já foi tecnologia de ponta e orgulho gaúcho agora causa a inconveniente interrupção do fluxo de 40 mil veículos por dia e se revela uma grande encrenca.

Pane no sistema de freios do vão móvel paralisa o trânsito de veículos 
na ponte do Guaíba. Foto: Fernando Gomes, BD, 01/10/2010.

Os engenheiros alemães autores do projeto previram que poderíamos ter problemas 35 anos depois da inauguração. Como a ponte tem 53 anos e nada foi feito, aí estão eles. Estamos 18 anos atrasados. Dá para entender? (Colaborou Alfonso Abraham)


* Almanaque Gaúcho/Ricardo Chaves

Fonte: Blog Almanaque Gaúcho, Almanaque Gaúcho.

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