Documentação Técnica

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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

São José do Norte: Protesto impede saída de balsa

Usuários reclamam da precariedade do serviço de transporte hidroviário entre as cidades de Rio Grande e S. José do Norte

Fila de caminhões se estendia ontem por quase 2 quilômetros 
Crédito: PAULO NOZARI/ESPECIAL/CP

Indignados com a longa espera a que são submetidos para fazer a travessia entre Rio Grande e São José do Norte por balsa, caminhoneiros, empresários e outros usuários do serviço realizaram protesto ontem pela manhã. O ato foi realizado em São José do Norte, onde eles trancaram a saída da embarcação com caminhões e impediram a descida dos veículos que chegavam de Rio Grande. A manifestação ocorreu das 10h30min até perto das 12h. Nem mesmo um automóvel da Brigada Militar, que estava na balsa e seguiria para Tramandaí foi liberado.

Conforme Paulo Nozari, diretor da Florestal Pinus Sul Brasil, de São José do Norte, foi um protesto pacífico. "É a única arma que temos para lutar. Tem caminhões que estão há três dias esperando para fazer a travessia. A empresa (responsável pelo serviço) faz quantas viagens quer. Isso está insuportável", salienta o empresário. Ontem, a fila de caminhões se estendia por quase 2 quilômetros, a partir do ponto de atracação da balsa até a entrada da BR 101, no trecho entre São José do Norte e Tavares.

O número de veículos que fazem a travessia aumentou significativamente nas últimas semanas devido ao escoamento da safra agrícola de Santa Catarina, principalmente a de arroz. Depois que foi asfaltada, a BR 101 vem sendo bastante utilizada por caminhões que transportam cargas para o Porto de Rio Grande. Porém, ao chegar a São José do Norte é preciso utilizar a travessia por balsa para dirigir-se ao porto rio-grandino.

Nozari diz que sua empresa vem perdendo prazos de embarques e de vistorias, entre outros problemas, por causa da precariedade do transporte hidroviário entre os dois municípios. Devido à longa espera, de acordo com ele, a Florestal Pinus utiliza oito ou dez caminhões para levar seus produtos até Rio Grande, quando poderia usar apenas dois. "Se não houvesse essa demora, seria possível fazer três viagens por dia", salienta.

O protesto terminou a partir de negociação, via telefone, com o representante da empresa F. Andreis, localizada em Rio Grande, responsável pelo serviço de balsa. A conversa foi intermediada pelo tenente Paulo Sergio Araújo Bitencourt, da Brigada Militar. Ele explicou que precisou intervir porque a manifestação impedia o direito de ir e vir.

Segundo Bitencourt e Nozari, a empresa prometeu que a partir de hoje a embarcação passará a fazer sete viagens por dia, começando o transporte hidroviário de veículos às 6h. A F. Andreis também se comprometeu a colocar, no final deste mês, mais uma balsa para fazer o serviço, deixando duas em operação.

O diretor da Florestal advertiu que, se não houver cumprimento da promessa, acontecerão novos protestos e, nesses, serão trancadas as saídas da embarcação tanto em São José do Norte quanto em Rio Grande. "Não queremos violência e nem bagunça. Apenas precisamos que o serviço de balsa funcione bem. A região cresceu, a estrada foi asfaltada e a travessia continua como há 10 anos", concluiu o empresário.

Fonte: Correio do Povo, 07-10-2011. Cidades 

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