Documentação Técnica

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domingo, 20 de novembro de 2011

Hidrovias - São Leopoldo debate Rio dos Sinos

Prefeitos esperam concluir até o final de 2012 projeto de transporte fluvial ligando os rios dos Sinos e Caí ao rio Guaíba

Hidrovias do RS (Arte: Lucas Baia)

O transporte fluvial de cargas e passageiros nos vales do Sinos e Caí começa a ser tratado como alternativa para os problemas logísticos na região. Em reunião nessa sexta-feira, em São Leopoldo, o prefeito Ary Vanazzi recebeu os chefes do Executivo de Montenegro, Percival Souza de Oliveira, e de São Sebastião do Caí, Darci Lauermann, para discutir a construção de portos e a viabilidade de uma hidrovia ligando os dois rios ao lago Guaíba.

Para o prefeito leopoldense, o início das operações da hidrovia Porto Alegre/Guaíba e a elaboração do PAC dos Transportes, que prevê este tipo de modal, apontam para a importância do debate. No Rio dos Sinos, o barco do Instituto Martim Pescador já transporta passageiros em passeios turísticos pela região. Os prefeitos entendem que a hidrovia contribuiria para desafogar a BR 116, somando-se a iniciativas como a expansão da Linha 1 da Trensurb a Novo Hamburgo e a construção da BR 448.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social de São Leopoldo deve abrir licitação até o fim do mês para um estudo de impacto no Rio dos Sinos - R$ 2,2 milhões em recursos federais e municipais já estão reservados ao projeto. O terminal portuário ficaria na avenida João Corrêa, bairro Vicentina. Em São Sebastião do Caí, onde o rio não é usado para navegação desde 1950, o cais seria no bairro Navegantes. A proposta inicial é escoar a produção da região aos portos de Porto Alegre e Rio Grande e depois aproveitar a hidrovia para transportar passageiros. Leia mais

No Sinos, o barco do Instituto Martim Pescador já transporta
 passageiros em passeios turísticos (Felipe de Oliveira/Especial/CP)

Navegação foi forte até os anos 1960

Nos anos 1950, o caminho de Porto Alegre a São Leopoldo permaneceu valoroso. Entre 1963 e 1964, viajantes navegavam 6 horas para participar dos festivais de música alemã. "Somente em 1874, com a inauguração da Ferrovia Porto Alegre/São Leopoldo, a primeira do Estado, ocorreria o primeiro impacto sobre o modelo de transporte hidroviário. Mesmo assim, a navegação sobreviveu. Só que os barcos passaram a ter um papel mais importante para o lazer", assinala a professora da Unisinos Eloisa Capovilla da Luz Ramos.

Ela acredita que os dias de glória da hidrovia, contudo, se encerraram no início dos anos 60, após a construção da BR 116 e a consolidação das indústrias petrolífera e automobilística no país. Diante da perspectiva de ativação hidroviária, Eloisa é cautelosa: "Está um pouco cedo para falar".

Fonte: Correio do Povo, 19/11/2011. Geral

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