Documentação Técnica

Documentação Técnica
* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

* Os leitores poderão ter acesso e fazer download do material na parte inferior desta página.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Planejamento Portuário - Aspectos Náuticos (NBR 13246)

Tolerâncias geométricas

As tolerâncias adotadas na dragagem serão variáveis de acordo com as características e condições operacionais de cada um dos trechos a serem dragados. No Porto de Santos, por exemplo, que está está dragado para uma largura de 220 metros, são consideradas as cotas e tolerâncias abaixo:

- Profundidade de dragagem: cota -15,00 m D.H.N.;

- Tolerância vertical: + 0,30 m (área de transição entre desabrigada e abrigada);

- Tolerância Horizontal: + 1,80 m para cada um dos lados dos limites de dragagem na cota de projeto, considerando a tolerância vertical de 0,30 m e o talude de 1:6.

Estes valores de tolerância foram adotados em cumprimento à norma NBR 13246 – referente ao Planejamento Portuário – Aspectos Náuticos que estabelece as condições de tolerância de projeto de acessos aquaviários em função de sua abrigabilidade e acurácia dos equipamentos de dragagem. Veja o texto completo em Objetivos da Dragagem.

Outro exemplo interessante para ilustrar a questão das tolerâncias de dragagem, é dado pela figura abaixo, que mostra o dimensionamento feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) para o canal de acesso do Porto de Rio Grande, cujo canal de acesso tem 200 metros de largura. 


Para maiores detalhes, ver na íntegra a NBR-13246.

Fonte: Auditoria de Obras Hídricas, TCU. Aula 6

Subsídios Técnicos do US Army Corps of Engineers

Channel side slopes and box cut allowances. Side slope grades are designed based on the geophysical properties of the material on the channel banks. Side slope grades typically vary between from 1 on 1 (45 deg) up to 5 on 1 (11 deg). Advance maintenance and overdepth payment prisms are extended up the side slopes parallel to the authorized project depth prism, and payment may be allowed for material removed within these sections. In some instances, allowance may be made for material excavated below the payment prism based on the potential for undisturbed material to slough downward to the channel toe. This is commonly referred to as a "box cut allowance"-see Figure 14-5.


Veja o texto na íntegra no link EM 1110-2-1003.

NOTA DO EDITOR

Nem sempre os contratos de dragagem permitem o pagamento de tolerâncias vertical e horizontal, pois isso somente deve ser adotado se for vantajoso para a administração (economia e técnica) e, por razões justificadas, nos casos de menor acurácia dos equipamentos, como são os contratos de "advanced maintenance dredging", onde são adotados parâmetros autorizados de "overdredging" (depth and width). Isso significa dizer que erros de dragagem não recebem bônus (prêmio). No atual contrato de dragagem de manutenção da SPH, por exemplo, assinado em 2009 com a empresa Enterpa Engenharia Ltda., não são autorizadas quaisquer tolerâncias - nem vertical, nem horizontal (tolerância zero).

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