Documentação Técnica

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* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Porto Alegre segue no marasmo

Bruno Rios
Reportagem

Cais Mauá, Porto de Porto Alegre. (Foto Natan Kelm)

Portogente traz ao internauta uma série de reportagens sobre os portos gaúchos. E o primeiro ponto abordado é o Porto Fluvial de Porto Alegre. Encravado na capital gaúcha, o maior porto fluvial do País em extensão – com oito quilômetros de cais – carece de investimentos.

O primeiro alerta foi dado pelo internauta Leandro Ely, que mandou um verdadeiro desabafo à reportagem. Ao comentar uma matéria veiculada pelo Portogente em 2009, ele garantiu que o Governo Tarso Genro desempenha hoje papel similar ao do Governo Yeda Crusius: os dois são omissos em relação ao Porto de Porto Alegre.

“Já trocado o Governo do Estado por um governo dito trabalhador e que eu apoio, não vejo o prometido interesse em fomentar o cais comercial no Porto de Porto Alegre, conforme divulgado em campanhas eleitorais. Falou-se que Porto Alegre poderia ser usado como porto abastecedor do Porto do Rio Grande. Nós recebemos navios de longo curso, mas não em sua totalidade por falta de investimentos.”

Contudo, Ely deixa uma mensagem de otimismo em seu desabafo. “Isto que narro acima são apenas pequenos exemplos de problemas, mas como sou brasileiro e não desisto nunca, continuo sonhando com a modernidade para meu povo. Quem sabe meus netos venham ver o propósito se realizar.”

Também publicaremos as reclamações do presidente do Sindicato dos Estivadores de Porto Alegre, Marco Antônio Oliveira, e as respostas de Superintendência de Portos e Hidrovias do Rio Grande do Sul, responsável pelo Porto Fluvial de Porto Alegre. Não deixe de conferir, é a partir desta quarta-feira (16).

Fonte: Portogente, 13/11/2011. Portos do Brasil.

NOTA DO EDITOR

O porto da Capital é interior, fluvial, cujo acesso é feito por hidrovias interiores (Lagoa dos Patos e Rio Guaíba) complexo flúvio-lacustre de águas rasas, com profundidade média de 6,5 metros na linha de navegação. Os canais artificiais, quando dragados periodicamente, têm profundidade de 6 metros, o que proporciona um calado de 5,18 metros (17 pés). Os navios de longo curso e cabotagem apresentam calados de 12 metros, no mínimo, o que exige a uma profundidade de 13 metros (42,6 pés), por isso chegam em Porto Alegre com carga residual, para "limpar o porão". Isso mostra claramente que a navegação mais indicada para o porto da Capital é a interior, tenho defendido isso há muitos anos, mas os governos em geral insistem com políticas inviáveis - navegação de longo curso e cabotagem. Veja aqui porque o Porto de Porto Alegre não é um porto de tráfego internacional (longo curso), nem nacional (cabotagem).

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