Documentação Técnica

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* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Municípios não limpam e margens do Caí sofrem com falta de mata ciliar

Ter, 06 de Dezembro de 2011 10:39

margalhos
Rio Caí, Montenegro/RS 

Basta um rápido passeio pelo Rio Caí para se verificar o estado lastimável de suas margens. Troncos caídos, derrubados pela erosão, ficam à espera de uma nova cheia para seguirem o caminho do rio.

Quem se aventurar a descer desde São Sebastião do Caí até Montenegro pelo leito do Rio Caí será testemunha do descontrole ambiental causado pela interferência humana. Troncos de arvores de todos os tamanhos e espécies jazem atirados nas margens do rio. Moradores das margens do Rio Cadeia e do Rio Caí garantem que até pouco mais de uma década atrás era feita limpeza e dragagem dos leitos.

O abandono, porém, dos últimos anos, trouxe à tona a situação preocupante. Troncos e galhos ficam na margem do rio até que a próxima enchente os leve junto. Porém, a mesma enchente trará mais troncos e galhos para o leito.

Para efetuar a limpeza dos leitos dos rios as prefeituras precisam solicitar permissão aos órgãos estaduais de preservação do meio ambiente: o Defap (Departamento de Florestas e Áreas Protegidas) e Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental). O agente florestal Edson Luiz de Oliveira, responsável pelo escritório do Defap em Montenegro, destaca que desde 1998, quando iniciou seu trabalho na região, “nenhum dos 18 municípios solicitou autorização para efetuar este desassoreamento”. Ele estima que mais de 50% das margens do Rio Caí não tenha mais os 100 metros de mata ciliar regulamentados em lei.

Faltam projetos

“As margens dos rios e arroios estão fragilizados pela falta da mata ciliar, e as poucas árvores que restam estão susceptíveis a serem arrastadas pelas cheias”, explica Edson. O agente florestal ressalta que além da limpeza deveria ser feito um projeto de recuperação das áreas de preservação. “É claro que a limpeza é importante, pois facilita a navegação e evita acúmulo de areia, mas o que realmente resolveria o problema seria um processo de reflorestamento das áreas que estão degradadas”, destaca.

Assim, a reposição das matas ciliares, a limpeza de rios e arroios, a proibição da construção de moradias em áreas de risco e o fim do parcelamento excessivo dos lotes seriam as medidas prioritárias a serem tomadas, tanto para preservação do meio ambiente quanto para diminuir os impactos das cheias às comunidades. Porém, enquanto as autoridades passam os problemas para os próximos mandatos, só resta à população cobrar dos governantes atitudes pró-ativas e, também, fazer a sua parte para preservar o planeta.

Fonte: JP News, www.oprogressoonline.com.br.

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