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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

São Leopoldo decreta emergência e inicia racionamento de água

Nível do Rio dos Sinos chegou a 60 cm

São Leopoldo decreta emergência e inicia racionamento de água
Crédito: Felipe de Oliveira/Especial/CP

O prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, decretou, no começo da noite desta terça-feira, situação de emergência no município devido ao baixo nível do Rio dos Sinos. Com isso, começa amanhã o racionamento de água na cidade, quando as regiões receberão abastecimento de forma intercalada. Na última medição, o Rio dos Sinos estava com 60 centímetros na base de captação do Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae).

A estiagem provocada pela falta de chuva na região somou-se, hoje, à falta d’água emergencial devido ao rompimento de uma adutora que abastece o município. A estrutura fica na base de captação, que leva a água do rio até a estação de tratamento. As regiões Leste e Norte ficaram sem abastecimento pela tarde. Segundo o coordenador de manutenção do Semae, Ederson Gardel, o rompimento deve ser consertado até a noite e o abastecimento normalizado a partir da manhã desta quarta-feira.

Coleta d’água para irrigação é suspensa

A estiagem já havia provocado a suspensão da coleta d’água para irrigação de lavouras de arroz, no Vale do Sinos, há uma semana. Conforme acordo entre arrozeiros e o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comitesinos), a medida vale até março, sempre que o manancial ficar com menos de 2,15 metros no trecho de Novo Hamburgo.

O acordo entraria em vigor em 1º de dezembro, mas foi antecipado devido à escassez de chuva, à previsão de pouca precipitação até o fim do ano e ao alto consumo doméstico na região. O documento estabelece a suspensão da coleta quando o nível atingir 50 centímetros acima da bomba do Serviço Municipal de Água e Esgoto de São Leopoldo (Semae); 60 centímetros nos Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo (Comusa); e 70 centímetros na Corsan, em Campo Bom.

Fonte: Correio do Povo, 07-12-2011. Geral

NOTA DO EDITOR

Os informações estatísticas mostrados abaixo (tabelas e gráficos), obtidas através de processamento de arquivo de dados (cotas) do Rio dos Sinos, Estação 87382000 (São Leopoldo), permitem constatar que a cota de 60 centímetros referida na matéria  acima não é algo propriamente inusitado. Os dados técnicos que aparecem nas tabelas e gráficos, que obtive por meio do programa HIDRO, da Agência Nacional de Águas (ANA), revelam que a média das mínimas no Rio dos Sinos (São Leopoldo) é de 64 centímetros; em outras palavras, trata-se de uma situação previsível.

O grande problema é a falta de planejamento que, a partir de tais informações (aliadas a um processo de monitoramento rigoroso), deveria proporcionar ações preventivas concretas de curto prazo, em tempo hábil - interrupção da captação de água para a lavoura arrozeira, por exemplo. Além disso, é necessário reduzir drasticamente as profundidades autorizadas pela FEPAM para a extração de areia, para fazer cessar o rebaixamento do lençol freático, fenômeno que agrava os efeitos da estiagem. Essas duas medidas principais, em conjunto com orientações à população para evitar o desperdício de água, são fundamentais para enfrentar situações futuras mais graves.

Elementos Básicos de Hidrologia do Rio dos Sinos
São Leopoldo/Estação 87382000

Gráfico das Médias Diárias
07/1973 - 12/2005

Mínimas Mensais

Máximas Mensais

Curva de Permanência

Fonte: Eng. Hermes Vargas dos Santos, com processamento de dados estatísticos da Agência Nacional de Águas (ANA), referentes à estação 87382000 (São Leopoldo), através do programa HIDRO.

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