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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Estiagem - Sinos volta a preocupar

Caso não chova pelo menos 80 milímetros, o manancial pode atingir o nível crítico até o fim do mês

De segunda-feira para ontem, o rio baixou 80 centímetros em São Leopoldo
 e 25 centímetros em Novo Hamburgo. Crédito: Felipe de Oliveira/Especial/CP

A queda acentuada no nível do Rio dos Sinos preocupa as operadoras de abastecimento público de água da região. Depois dos índices elevados de chuva registrados há 10 dias, o manancial havia se recuperado da situação crítica que obrigou a aplicação de planos de racionamento em Novo Hamburgo e São Leopoldo, suspensos na semana passada. Prognósticos do Consórcio Pró-Sinos, no entanto, indicam que, caso não chova pelo menos 80 milímetros, as medidas podem voltar a ficar próximas de 1 metro até o fim do mês.

A precipitação que chegou à região no final da tarde de ontem foi causada por frente fria que se mantém hoje, mas só em pontos isolados. "O volume de água pode ser grande, mas não é possível precisar onde", explica o coordenador da unidade do Instituto Nacional de Meteorologia de Campo Bom, Nilson Wolff, lembrando que, para que o Sinos seja beneficiado, é preciso que chova parelho em toda a bacia hidrográfica, sobretudo nas cabeceiras, como em Caraá, na nascente, e Santo Antônio da Patrulha.

De segunda para terça-feira, na base de captação do Serviço Municipal de Água e Esgoto de São Leopoldo (Semae), o nível baixou 80 centímetros: de 3,60 metros para 2,80 m. Já a Comusa - Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo mediu ontem 4,7 m na base de captação, queda de 25 cm em relação ao dia anterior. As operadoras não descartam voltar a interromper o abastecimento, com o sistema de rodízio entre os bairros, na hipótese de o nível baixar demais.

O diretor-executivo do Pró-Sinos, Julio Dorneles, aponta a vazão natural do rio em detrimento da falta de chuvas como motivo principal para a queda acentuada. A tendência deve ser essa pelo menos até ao meio-dia de hoje. Por outro lado, reafirma a avaliação do consórcio de que a captação de água para a irrigação das lavouras de arroz agrava a situação. Os arrozeiros só ficam impedidos de captar livremente no Sinos quando o nível baixa a 80 cm na bomba da Corsan, em Campo Bom, 72 cm na Comusa e 60 cm no Semae. "Se o rio seguir baixando vamos recomendar às operadoras que retomem o racionamento na semana que vem", antecipa Dorneles.

A temperatura mais alta do Estado ontem foi registrada em Campo Bom, diz Wolff, onde fez 37 graus, com sensação térmica de 43 graus. A orientação é para os usuários economizarem água.

Fonte: Correio do Povo, 25-01-2012. Cidades

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