Documentação Técnica

Documentação Técnica
* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Balizamento luminoso - Há mais de 50 anos garantindo a navegação noturna na principal hidrovia do RS

A sinalização náutica luminosa da hidrovia Rio Guaíba-Lagoa dos Patos, que se estende desde Porto Alegre até Rio Grande, é constituída por faróis, faroletes e boias luminosas distribuídas ao longo dos canais navegáveis e de pontos notáveis da hidrovia. Os faróis (Itapuã, Cristóvão Pereira, Capão da Marca, etc.) estão sob a responsabilidade da Marinha do Brasil; os demais sinais luminosos - faroletes e boias, são mantidos pela Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH, ex-DEPRC)), autarquia pertencente ao Governo do Estado do RS.

Sinais Luminosos - Canal Pedras Brancas (Rio Guaíba)

Da mesma forma que em outros lugares do mundo, a sinalização luminosa das vias navegáveis gaúchas passou por quatro ciclos básicos quanto à fonte de energia - (1) combustível sólido (madeira e carvão, cujas fogueiras orientavam os pescadores primitivos); (2) combustível líquido (resinas e óleos naturais e artificiais, com combustão em recipientes ou mechas); (3) gases (propano, butano ou acetileno); e (4) energia elétrica, armazenada em baterias (fase atual).

Sinais Luminosos - Canal Feitoria (Lagoa dos Patos)

Até o final da década de 70 o balizamento noturno da hidrovia Rio Guaíba-Lagoa dos Patos era constituído de sinais luminosos alimentados por acetileno; a partir daí, no início da década de 80, as lanternas dos faroletes e boias luminosas passaram a ser alimentadas por energia elétrica armazenada em baterias marítimas, e dotadas de dispositivos automáticos (eclipsores, disjuntores e células fotoelétricas). A seguir, já no início da década de 90, nova modernização foi realizada com o advento da utilização da energia solar (coletores solares) e baterias automotivas, e a adoção de lanternas dotadas de lâmpadas LED (em substituição às lâmpadas de filamento).

Farol Cristóvão Pereira (LP) e Farol Itapuã (Rio Guaíba)

A próxima etapa, nesse processo evolutivo iniciado há mais de 50 anos, certamente promoverá a substituição do material da estrutura metálica das boias luminosas, com a adoção de estruturas leves de polietileno (que não demandam pintura, e não são atacadas por corrosão). Essa nova evolução tornará a navegação noturna ainda mais eficiente, econômica e segura, além de proporcionar maior agilidade/eficiência às fainas de sinalização náutica e redução de gastos com manutenção.

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