Documentação Técnica

Documentação Técnica
* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Dragagem do Rio Gravataí é discutida em reunião entre SPH, ABTP e Fepam

O restabelecimento da capacidade de utilização plena das embarcações que navegam pelo Rio Gravataí foi o principal assunto tratado entre o superintendente de Portos e Hidrovias do Estado, Pedro Obelar na manhã desta quarta-feira, 15, na Fundação Estadual de Proteção ao Meio Ambiente (FEPAM). O tema que começou a ser discutido na manhã de terça-feira, com os representantes da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP-Sul), Sérgio Kirsch e da Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP/Canoas), João Batista Coronet, ganhou apoio junto a fundação.

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Dragagem do Rio Gravataí - SPH, Petrobras e ABTP
(Foto: Cristiane Franco)

Segundo o Superintendente, a reunião desta quarta-feira foi motivada pela conversa realizada entre os representantes da ABTP, Refap e Navegação Guarita. “A SPH não está medindo esforços para resolver a questão da dragagem do rio Gravataí e restabelecer a condição de navegabilidade com a maior segurança possível no trecho de acesso aos terminais privados. No entanto, algumas questões precisam ser tratadas com outros órgãos, em especial os que tratam sobre a proteção ao meio ambiente”, explicou. Obelar disse ainda que a reunião com representantes da Fepam foi positiva e deverá auxiliar no reinício da dragagem daquele canal.

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Draga Triches - Rio Gravataí
Foto: Hermes Vargas dos Santos)

Para Sérgio Kirsch, os dois encontros foram positivos e evoluíram para o que a associação dos terminais portuários deseja. “Nosso objetivo é trabalhar junto da SPH para garantir que a dragagem do Gravataí tenha continuidade. As empresas trabalham com uma limitação expontânea nas cargas de navios, mas queremos que seja restabelecida a utilização da capacidade das embarcações que ali circulam”, disse. “Ficamos muito otimistas com os encaminhamentos dados pela direção tanto da SPH, quanto junto à Fepam.”

Também participaram da reunião o representante da Navegação Guarita, Engenheiro Kraemer e da ABTP, Carlos Alípio.

Fotos: Cristiane Franco - Hermes Vargas dos Santos

Fonte: Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH). Notícias

Nota de Editor

O maior problema para a dragagem do Rio Gravataí é, no fundo, a concepção ambiental ingênua que acredita que não dragar, não mexer com o material de fundo resolve a questão ambiental. Em diversas situações provocadas pela natureza - durante as águas altas (enchentes), temporais e a ação dos ventos, por exemplo, o material de fundo do Rio Gravataí é revolvido, com forte ressuspensão descontrolada dos sedimentos, que são moderadamente contaminados (conforme diversos análises laboratoriais).

A passagem diária das embarcações, tendo em vista que o hélice se encontra muito próximo do fundo, também provoca a ressuspensão dos sedimentos contaminados; em alguns casos, esse efeito é ampliado pelo arraste da âncora, que é feito para manter a proa estabilizada. Essa ação antrópica ocorre diariamente.

A dragagem, por óbvio, também promove a ressuspensão dos sedimentos contaminados, mas é uma atividade que só ocorre em intervalos de, pelo menos, quatro anos. Além disso, o material dragado é succionado de imediato, logo após a ação do desagregador da draga, o que reduz muito a perda de material e formação de pluma. O principal problema, por isso, é o local de descarte (despejo).

Por isso, no caso do Rio Gravataí, a dragagem não é problema, é solução. Deixar o lodo contaminado no fundo do rio, sujeito às ações da natureza e do homem, é uma postura contra o meio ambiente.

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