Documentação Técnica

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Políticos transformam o setor de hidrovias e portos interiores em palco de luta fratricida por cargos

Bancada do PSB está dividida sobre caso SPH

Alexandre Leboutte

Deputados estaduais do PSB divergem sobre a decisão do secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque (PSB), que exonerou Vanderlan Vasconcelos (PSB), na terça-feira, do comando da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH).

O secretário justificou que a demissão segue uma orientação do governador Tarso Genro (PT) para que os pré-candidatos às eleições municipais deste ano deixem os cargos no governo até o final de janeiro. O ex-titular da SPH disputaria a prefeitura de Esteio, município que já comandou duas vezes.

Mas Vanderlan alega que ainda não existe candidatura definida para 2012 e que tomou conhecimento da exoneração após a publicação no Diário Oficial e que inclusive foi trabalhar na SPH na terça-feira.

O deputado Catarina Paladini (PSB) é contundente na avaliação. “A demissão de Vanderlan é extremamente precipitada”, critica. Embora o diretório estadual da legenda tenha decidido lançar candidaturas próprias a prefeito em 40 municípios do Estado, onde haveria condições de estabelecer uma disputa eleitoral com chances de vitória, a questão não estaria fechada em Esteio.

“Há um conjunto de composições que ainda precisam ser definidas e pode até acontecer de o PSB não lançar candidatura própria neste município”, complementa, projetando que a definição só ocorrerá em 7 de abril.

“Acredito que tenha havido um problema de comunicação interna. Existe, de fato, essa determinação do governador. Mas como em Esteio não houve ainda uma reunião partidária para deliberar qual o formato das candidaturas, quem vai ser o pré-candidato, se vai ter candidatura própria ou uma composição, estabelecer um julgamento agora é precipitado, pois o diretório local ainda não tem nada encaminhado”, reforçou Catarina.

Tentando serenar os ânimos, o deputado Miki Breier (PSB) entende que não há nenhuma crise na legenda. “Todo partido político tem momentos de discussão mais acalorados”, pondera, justificando que Beto Albuquerque, na função de secretário de Estado, deve executar as decisões do governador.

“O secretário também pediu a exoneração do Geraldinho (PSB), pré-candidato a prefeito de Viamão; do Serginho (PSB), que será candidato a vereador em Porto Alegre; e do Vanderlan, que é pré-candidato a prefeito de Esteio. Só um reclamou. Então, tem um problema pessoal aí”, observa Miki, acrescentando que qualquer discussão sobre ocupação de cargos deve se dar no âmbito interno do partido. “Lamento que isso tenha chegado à imprensa”, pontuou.

O líder da bancada socialista, deputado Heitor Schuch, foi cauteloso ao comentar o fato, ponderando que a SPH é subordinada à Seinfra. “Cabe ao secretário Beto Albuquerque definir o comando da autarquia. Mas só estou vendo exoneração de quadros do PSB. Não é possível que ninguém nos outros partidos (da base) vá concorrer. Tem muita gente no governo que vai disputar a eleição”, observou Schuch, avaliando que o ex-superintendente poderia ter permanecido mais tempo no cargo.

Fonte: Jornal do Comércio, 09-02-2012. Partidos

NOTA DO EDITOR

Enquanto os políticos brigam por cargos, a situação da SPH é muito grave - a sinalização náutica é a que apresenta o pior índice de eficácia dos principais sistemas de balizamento do País; o porto fluvial de Pelotas está virtualmente desativado; em 2011, o porto fluvial de Porto Alegre perdeu cerca de 20 % das cargas em relação ao ano de 2010; os boletins quinzenais da DHN/Marinha mostram que os canais navegáveis continuam assoreados, apesar dos gastos com a dragagem contratada; e, por último, a hidrovia do Jacuí continua abandonada.

O que os políticos e seus indicados para os cargos em comissão (verdadeiro câncer da administração pública) têm a dizer sobre o assunto? Quais são seus planos para o setor? Estão muito atrasados, está mais do que na hora de dizerem à sociedade o que pretendem fazer com as hidrovias e portos interiores (planos concretos, metas, com base em estudos sérios, e não discursos e promessas para o futuro distante). 

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