Documentação Técnica

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* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Uma das maiores conquistas de engenharia do planeta, Canal do Panamá passa por ampliação

Em 2014, poderão cruzar o canal navios com até 12,3 mil contêineres

Uma das maiores conquistas de engenharia do planeta, Canal do Panamá passa por ampliação Marcela Duarte/Agência RBS
Terceira maior fonte de recursos do país, o Canal repassou
US$ 1,043 bilhão ao governo em 2011 (Foto: Marcela Duarte)

Marcela Duarte*
marcela.duarte@zerohora.com.br

Conhecer a economia panamenha é ver um país em ebulição. O país cresce rapidamente, e a capital, Cidade do Panamá, pulsa, movida pelo desafio de ser não apenas referência em transporte marítimo, mas também principal ponto de ligação aérea das Américas. Para tanto, há obras por todos os lados, e a maior parte será inaugurada em 2014, quando coincidem o fim do mandato do presidente Ricardo Martinelli e o centenário do Canal do Panamá.

O canal recebe investimentos tão grandes quanto os indicadores de crescimento do país de 3,5 milhões de habitantes, cerca de um terço da população do Rio Grande do Sul. A injeção de verba na ampliação do Canal do Panamá, uma das obras prometidas para 2014, deve somar US$ 5,25 bilhões. Para comparar, o investimento nos principais portos nacionais acumulado foi equivalente a U$ 3,5 bilhões

Em infográfico, veja como funciona o Canal do Panamá


Como a obra permitirá a passagem de navios maiores, a taxa média cobrada deve saltar dos atuais US$ 200 mil a US$ 350 mil para mais de US$ 500 mil, por possibilitar a passagem de navios com mais do que o dobro da capacidade atual.

A partir de 2014, poderão cruzar os 80 quilômetros que ligam Atlântico e Pacífico embarcações que comportam até 12,3 mil contêineres, os chamados Postpanamax. Hoje, as maiores têm capacidade para 5 mil contêineres. Essa ampliação será possível com a construção de novas eclusas – elevadores de água por onde os navios chegam ao Lago Gatún, a meio caminho entre os oceanos, 26 metros acima do nível do mar. O novo sistema reaproveita 60% da água utilizada na operação.

Terceira maior fonte de recursos do país, o canal repassa US$ 1,043 bilhão ao governo em 2011. As duas principais são a Zona Franca de Colón, segunda maior do mundo, e a atividade bancária. Ambas, no entanto, devem tanto vigor à movimentação que o canal atrai. Em 2011, o Produto Interno Bruto (PIB) panamenho cresceu 10,5%, e a projeção para este ano é de 7,5%.

Até 2014, outras obras de infraestrutura deverão ser concluídas, como um aeroporto em Rio Halo, cidade a uma hora e 40 minutos do centro da capital. No ano passado, o país recebeu mais de 2 milhões de turistas, um crescimento de mais de 30% sobre 2010. Mas o maior impacto para o turismo deve vir com reformas no centro antigo. Prédios históricos no chamado Casco Viejo, como o Teatro Nacional, devem ser revitalizados.

* Marcela Duarte viajou a convite da Copa Airlines

Fonte: Zero Hora, Corredor entre oceanos.

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