Documentação Técnica

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quinta-feira, 22 de março de 2012

História da Engenharia - De Chico Bastos ao Polo Naval

Zero Hora - Os vinte gaúchos do século.  Chico Bastos

Guiada pela obra "Chico Bastos, o pescador" de autoria de Willy Cesar aconteceu a cerimônia de abertura da primeira Feira do Polo Naval. Na presença do governador do Estado do Rio Grande do Sul Tarso Genro, muitas pessoas ali talvez não tivessem entendido a importância das citações da biografia de um rio-grandino feitas pelo representante da organização Fernando Estima, mas para o momento que ali se desenrolava a lembrança foi das mais pertinentes e uma homenagem maior que nome de rua ou escola.

Francisco Martins Bastos além de ter dado a cidade do Rio Grande uma das maiores empresas petrolíferas privadas do Brasil, foi um dos grandes marcos do desenvolvimento rio-grandino e por anos representou o carro chefe da economia do Município. Quando da confusão com o grupo que acabou pela venda da empresa, o sentimento de perda que tomou conta das ruas da cidade era o sentimento de um filho que estava vendo o pai na cama de um hospital. A imponência da Ipiranga poderia se igualar a da histórica cidade que a abrigava e pelos feitos de seu fundador que ajudou a criar a atual Universidade Federal do Rio Grande.

E foi nesta instituição que este ilustre homem foi, mesmo que de forma singela foi lembrado. No Centro Integrado de Desenvolvimento e Estudos Costeiros (Cidec-Sul) uma verdadeira multidão acompanhou a comitiva do governador Tarso Genro. O representante da Petrobras, José Barbosa disse em pronunciamento que o evento já era um sucesso pela dimensão que tomou. “Resolvemos apostar neste evento pelo significado que a cidade e o Estado do Rio Grande do Sul tem para a Petrobras. Esta empresa tem tido vários sucessos e este sucesso está ligado a vários segmentos. A Petrobras é o que é por seus 70 mil trabalhadores”, conclui ele. A empresa é a principal patrocinadora do evento. O representante da Secretaria Especial de Portos reafirma a vocação do Rio Grande para esse novo mercado e a condição irreversível do Polo Naval.

 
Abertura oficial da Feira do Polo Naval contou com a presença do governador do Estado   
e lembrou um dos maiores empresários da história do Município. (Foto: Deyver Dias) 

Como anfitrião da noite, coube ao vice-reitor Ernesto Casares Pinto dar as boas-vindas aos ilustres visitantes da universidade. “Este espaço foi inaugurado por Lula e mais sete ministros de estado, entre eles o atual governador Tarso Genro e a presidenta Dilma que então era ministra. Quando inauguramos a concepção desse espaço era justamente essa, sediar grandes eventos que debatessem o desenvolvimento regional”, afirma ele.

E com muita ansiedade chegou o momento do discurso do Governador do Estado do Rio Grande do Sul que lembrou do momento em que o dique seco era discutido no gabinete presidencial. “Eu estava na sala do presidente Lula quando ele falava sobre o Dique Seco junto a Dilma. O dia de hoje é memorável não só para o Rio Grande do Sul como para o Brasil. Aqui repousam as relações verticais de economia e horizontais são necessárias para ter o processo mais produtivo”, afirma ele. Além disso, o governador afirmou que serão investidos 150 milhões na metade sul no sistema de energia elétrica tanto para o campo quanto para cidade.

Todos os presentes receberam uma cópia do livro utilizado por Fernando Estima para fazer seu discurso inaugural. Em mãos do livro, os presentes encerraram a cerimônia de abertura com o hino rio-grandense entoado pela soprano Fernanda Miki. Não há como negar a importância que o Município vem ganhando no cenário internacional, mas é preciso sempre lembrar os ensinamentos de um homem que foi um dos grandes precursores do desenvolvimento rio-grandino. De Chico Bastos ao Polo Naval, Rio Grande precisa fazer acontecer o seu próprio sucesso. Se este sucesso está vindo de fora e se instalando aqui, é preciso fazer destes que chegam filhos desta terra e irmãos do que já estão.

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande. Feira do Polo Naval

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