Documentação Técnica

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* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Dragagem nos portos brasileiros atrai empresas belgas

Próxima dragagem será feita no Porto de Imbituba, em Santa Catarina. Deme, Jan de Nul, Boskalis do Brasil, EIT, Rohde Nielsen, Oord e Bandeirantes concorrem em licitação. O valor previsto para a obra é R$ 48,8 milhões.


O Brasil tem investido no transporte. Com o excesso de uso das rodovias do país, a melhor saída para economizar e ampliar a importação e exportação do país tem sido investir nos transportes ferroviário e aquaviário.

Nos últimos anos, com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), portos e canais passam por reformas para poder melhorar o serviço, trazendo mais investidores e aumentando a quantidade de carga transportada a um custo menor. Parte essencial dessa ampliação é a dragagem, serviço muitas vezes realizado por empresas belgas.

No último painel da II Seminário Brasil – Bélgica Sobre Hidrovias, grandes empresas belgas apresentaram os trabalhos desenvolvidos para melhorar o transporte fluvial com o intuito de diminuir os gastos, descongestionar o transporte terrestre, aumentar a movimentação de cargas, suportar navios de grande porte e poluir menos.

Com mais de 100 anos de experiência e em posse de modernas tecnologias, muitas dessas empresas estão interessadas em oferecer serviços especializados fora da Europa, com destaque para países como a América Latina, que intensificaram o uso do transporte fluvial e precisa aprimorar a infraestrutura para poder ter um aproveitamento satisfatório.

A empresa Jan de Nul, referência mundial em dragagem, já é uma presença forte em países como o Brasil e a Argentina. A empresa iniciou sem trabalho no Brasil em 1997, tendo seu trabalho centralizado na região sul do país.

Em 2000, devido ao protecionismo, a empresa encerrou seus serviços e retornou em 2007, por causa do PAC, com parcerias com construtoras já atuantes no país, como a Odebrecht, e foi responsável pela dragagem dos portos de Salvador (BA), em 2010, e Itajaí (SC), em 2011.

Essa oportunidade no país é justificada pela insuficiência da capacidade do parque de dragagem brasileiro, constatada pela Secretaria Especial de Portos (SEP) durante um levantamento realizado em 2008 para o Programa Nacional de Dragagem Portuária. As empresas brasileiras careciam de capacitação técnica e não possuíam equipamentos adequados para o serviço, além de darem conta de apenas metade da demanda.

Nova Dragagem

Outra empresa belga atuante no Brasil é a Deme. Sob o nome de Dragabras, a empresa é responsável pela dragagem no Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro, e concorre junto com as empresas Jan de Nul, Boskalis do Brasil, EIT, Rohde Nielsen, Oord e Bandeirantes pela dragagem dos cais, bacia de evolução e canal de acesso do Porto de Imbituba (SC).

Antes de saber quem será a vencedora, será feita uma avaliação pela SEP, o que deve acontecer durante esta semana. O valor previsto para a obra é R$ 48,8 milhões. A obra removerá 5,5 milhões de metros cúbicos de material. A empresa habilitada deverá trabalhar de acordo com as leis ambientais, pois o Porto de Imbituba está inserido na Área de Preservação Ambiental (APA) da Baleia Franca.

Por Danielle Sousa
Edição: Bruna Yunes

Fonte: Agência T1, Ações e Obras_Aquaviário.

2 comentários:

  1. Lamentavelmente o serviço da dragagem no Brasil está todo entregue a empresas estrangeiras: JAN de NUL(Belgica), REAL BOSKALIS(Belgica, VAN OORD ( Holanda),ROHDE NIELSEN (Holanda), GREAT LAKES (USA),CHEC (China), ETERMAR (Portugal), ACCIONA (Espanha), hoje são 36 Equipamentos estrangeiros operando no Brasil em contra partida as empresas 100% brasileiras: Bandeirantes, Enterpa, Terpasa, Dratec,Papimar e outras menores TOTALMENTE PARADAS sem obras, é liberação geral das nossas divisas.

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    1. QUAIS OS PROCEDIMENTOS PARA ABRIR UMA EMPRESA DE DRAGAGEM, FORA CONHECIMENTO TÉCNICO, DINHEIRO E POLÍTICOS?

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