Documentação Técnica

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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Falhas em estruturas atrasam entrega da P-55 em Rio Grande

Publicação norueguesa especializada divulgou que nós que formam os módulos teriam defeitos. Plataforma poderá operar apenas em 2015.

Embarcação com mais de 8,8 mil metros quadrados teria  
defeitos no casco. (Foto: Rodrigo Genovês/Especial)

Rafael Diverio
rafael.diverio@zerohora.com.br

Três adiamentos recentes na montagem final da P-55, no polo naval de Rio Grande, no sul do Estado, revelam problemas na estrutura da plataforma que podem ser ainda mais graves.

De acordo com reportagem da publicação norueguesa Upstream, especialista no assunto, uma previsão extraoficial estima que a embarcação comece a processar petróleo e gás apenas em 2015, mais de dois anos depois do prazo inicial.

Segundo a publicação, a gigante de mais de 8,8 mil metros quadrados teria sérios comprometimentos, com defeitos tanto no casco — construído no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco — quanto em parte dos módulos. Estes, inclusive, seriam os casos mais graves. Nos módulos, as falhas estariam nas estruturas chamadas nós (nodes, em inglês). Elas ligam todas as partes dos módulos e foram compradas pela Petrobras da Techlabor, uma empresa da cidade de São Gonçalo-RJ. Em uma vistoria realizada no dique seco do Estaleiro Rio Grande (ERG), foi constatada uma série de falhas de soldagem em um desses nós, que levaram a desconfiança de que outras também poderiam estar danificadas. Assim, corria-se o risco de quebrar o módulo quando fosse içado para o mating, a ser realizado pela Quip.

Previsto para fevereiro, o mating (junção dos módulos com o casco da plataforma), teve data alterada para março, posteriormente para abril e, agora, não há sequer previsão.

Em nota, a Petrobras afirmou que não se manifestará sobre os atrasos. Já na Techlabor, a direção da empresa disse que “a obra foi entregue dentro dos parâmetros requeridos pela Petrobras, com toda documentação avalizada pela Sociedade Bureau Veritas – responsável pela certificação. Eventuais problemas detectados devem estar nas uniões dos nós, que são comuns, e estão sendo apurados. A Techlabor Engenharia é fornecedora da Petrobras há 25 anos garante que os equipamentos saíram da fábrica de acordo com todas as inspeções realizadas por inspetores especializados. Apesar de não estar diretamente ligada às falhas, a Quip também não se pronunciará sobre o problema.

Fonte: Zero Hora, Economia/Gigante Parada.

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