Documentação Técnica

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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Multiner executará projetos em Rio Grande

Empresa adquirida pelo Grupo Bolognesi pretende construir uma termelétrica e um terminal de GNL no município

Bolognesi quer regulamentação específica para o gás natural liquefeito

Jefferson Klein

O Grupo Bolognesi, que anunciou a aquisição de 55% da empresa Multiner por R$ 637 milhões, deve repassar para essa companhia a execução do projeto que possui no município de Rio Grande para construir uma termelétrica e um terminal de gás natural liquefeito (GNL). O diretor-presidente do Grupo Bolognesi, Ronaldo Bolognesi, destaca que a Multiner conta com a presença (45%) de um Fundo de Participações em Investimentos, composto por fundos de pensão – entre eles o Petros, que pode otimizar o processo.

A usina terá 1.297 MW de capacidade instalada (cerca de um terço da demanda média de energia do Rio Grande do Sul) e o terminal de GNL terá uma possibilidade de fluxo de gás natural de 6 milhões de metros cúbicos ao dia. O investimento nos complexos é estimado em aproximadamente R$ 2,2 bilhões. Alguns agentes do setor temiam que o empreendimento pudesse ser arquivado, já que, recentemente, Petrobras, Hyundai e Samsung assinaram um protocolo de intenções para também viabilizar a implantação de um terminal de GNL na mesma cidade e havia dúvidas quanto ao espaço para as duas estruturas. No entanto, Bolognesi garante que a ação continuará sendo desenvolvida. “Estamos trabalhando diariamente no projeto de Rio Grande”, diz. A iniciativa possui licença prévia ambiental e espera obter o quanto antes o licenciamento de instalação. “É um dos melhores projetos de energia da América do Sul”, afirma.

Contudo, Bolognesi ressalta que o custo da geração eólica está tão baixo no momento que, praticamente, inviabiliza a comercialização de energia de outras fontes como, as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e termelétricas a gás e bagaço de cana-de-açúcar, quando disputam entre elas. O modelo do setor elétrico prevê que venderão a produção de energia e, por consequência, sairão do papel os projetos que apresentarem o menor preço pela geração.

O executivo argumenta que a matriz energética brasileira não pode sustentar-se apenas em uma opção. Ele defende regulamentações distintas para o GNL e para o gás natural proveniente de gasodutos e propõe ainda leilões de energia específicos por fonte e regionais, para diversificar a produção de energia no País. Bolognesi acrescenta que a expansão do fornecimento do gás natural é fundamental para o crescimento das indústrias gaúchas.

O gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), única estrutura que transporta gás natural para o Rio Gande do Sul, atualmente, tem capacidade para enviar ao Estado 2,8 milhões de metros cúbicos diários do insumo. Conforme a distribuidora Sulgás, a média de consumo de seus clientes é de 1,7 milhão de metros cúbicos diários.

Além dos empreendimentos envolvendo o GNL em Rio Grande, quando assumiu o controle da Multiner, a Bolognesi conquistou os direitos sobre os estudos para a implantação de uma hidrelétrica a ser instalada no rio Uruguai, na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A usina Iraí deverá ter uma potência instalada de cerca de 330 MW. De acordo com Bolognesi, a meta é de que antes de cinco anos esse projeto concorra em um leilão de energia.

Fonte: Jornal do Comércio, Economia/Energia.

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