Documentação Técnica

Documentação Técnica
* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

* Os leitores poderão ter acesso e fazer download do material na parte inferior desta página.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Pedro Brito discorda de concessão de hidrovias


Pedro Brito - O modelo de concessão de  
hidrovias é adotado por poucos países no mundo

O diretor da ANTAQ, Pedro Brito, encerrou ontem o II Seminário Brasil – Bélgica sobre Hidrovias, que aconteceu nos dias 2 e 3 de abril, no auditório da Confederação Nacional do Transporte – CNT, em Brasília. O encontro foi promovido pela ANTAQ e pela embaixada da Bélgica no Brasil.

Brito disse não acreditar que o modelo de concessão de hidrovias seja adotado no Brasil. “Avalio que o governo não pensa em fazer a concessão das hidrovias. Esse é um modelo adotado por poucos países no mundo”, observou.

O diretor da ANTAQ admitiu, contudo, que o setor pode estudar o pagamento de uma taxa a ser cobrada dos usuários para custear obras de dragagens e derrocamento e viabilizar as hidrovias.

Pedro Brito aceitou o convite feito à ANTAQ pelo embaixador belga, Claude Mission, para uma visita à Bélgica. “A Bélgica é um parceiro muito importante do Brasil e essa visita vai ajudar na continuidade da cooperação entre os dois países na área da navegação interior”, destacou o diretor da ANTAQ.

O embaixador Claude Mission disse que, no passado, visitou a barragem de Tucuruí e não viu a eclusa. “Não construir eclusas é fechar o tráfego”, observou, acrescentando que sai muito mais caro fazer a eclusa depois que a barragem foi construída.

O embaixador belga defendeu a realização de novos encontros com o Brasil para discutir o setor hidroviário, e disse esperar que as empresas belgas operando no Brasil sejam muito mais numerosas no futuro.

O superintendente de Navegação Interior da ANTAQ, Adalberto Tokarski, destacou a evolução dos projetos de navegação interior no Brasil, citando como emblemática a construção da eclusa de Tucuruí.

Ele também defendeu a construção de mais eclusas para viabilizar a navegação nos rios da região Norte e escoar a produção agrícola brasileira. “A opção pelo Norte do país é a melhor do ponto de vista logístico, em virtude da proximidade dos principais mercados consumidores. Mas para que isso realmente aconteça teremos que garantir a navegabilidade dos nossos rios”, salientou.

Palestras

O último painel do seminário teve como tema “As empresas belgas e seus serviços”. Participaram Carl Heiremans, representante da Jan De Nul, empresa com atuação na Argentina, Panamá e Brasil, onde realiza serviços de dragagem; Geert Van Cappellen, da Mobiliteit em Openbare Werken (MOW), órgão público do estado de Walônia, que falou sobre hidrovias belgas e logística; e Hugnes Duchâteu, administrador delegado da empresa Stratec, que discorreu sobre avaliações econômicas e ambientais requeridas pelos organismos de financiamento europeus para projetos de infraestrutura de navegação interior.

O painel contou ainda com as palestras do diretor de portos e água da empresa Tractebel Engenharia, Erik Van Celts, que abordou o tema Melhoria da navegabilidade das vias interiores: experiência no contexto belga e europeu; do representante da empresa de dragagem Deme (Dragabras, no Brasil), Jeroen Gueysens, que discorreu sobre dragagem de derrocamento no rio Scheldt; e o representante do escritório de estudos, David Monfort, que falou sobre estudos de construção de pontes, canais e eclusas na Bélgica.

As palestras proferidas nos dois dias do II Seminário Brasil – Bélgica sobre Hidrovias serão disponibilizadas no site da ANTAQ, na internet.

Fonte: Agência Nacional de Transporte Aquaviário, ANTAQ.

Nenhum comentário:

Postar um comentário