Documentação Técnica

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* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Porto Mauá/Rio Uruguai - Cinco meses de estiagem

Prorrogada por 30 dias validade do decreto de situação de emergência assinado em 11 de janeiro

O nível do rio Uruguai em Porto Mauá, na Fronteira-Noroeste do Estado, está 2 metros abaixo do normal, conforme a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente. O baixo nível das águas permite a formação de piscinas naturais entre as pedras, no leito do manancial. De acordo com o titular da Pasta, Nilson Roque Dawies, caramujos e alevinos ficam presos às poças, o que pode causar a morte desses animais. Em alguns pontos do rio, é possível caminhar sobre as pedras.

A situação prejudica também o turismo, já que o Uruguai é usado pela população da região que tem casas nos balneários localizados nas margens. O manancial é utilizado ainda para passeios de embarcação, ski e jet ski. "Com o nível baixo, torna-se perigoso pilotar lanchas e barcos no rio", diz Dawies. A água, que antes atingia a vegetação às margens, agora forma uma espécie de orla. Esse baixo nível não era registrado desde 1979.

Nível do rio Uruguai no município é o mais baixo desde 1979, 
segundo autoridades municipais. Foto: Vilson Winkler/Divulgação/CP

A travessia de balsas, entre Porto Mauá e a cidade argentina de Alba Posse, continua ocorrendo, pois o trajeto é realizado onde o rio é mais profundo. Na segunda-feira, o prefeito Pedro Pisoni prorrogou por um mês a situação de emergência no município devido à estiagem. O decreto, com validade de 90 dias, havia sido assinado em 11 janeiro. Na cultura de soja, o município contabiliza prejuízos de R$ 7 milhões, com perdas de 78% na produtividade. Na cultura de milho, esse percentual é de 35% e na produção leiteira, de 40%. As perdas totais somam R$ 10 milhões.

O secretário executivo da Defesa Civil local, Adilson José da Costa, lembra que a seca afeta Porto Mauá há cinco meses. O município já atendeu 500 pedidos de abertura de bebedouros e também providencia o transporte de água para consumo animal até as comunidades.

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