Documentação Técnica

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sábado, 28 de abril de 2012

Resíduos industriais contaminam Rio dos Sinos

Os poluentes despejados no Portão possivelmente são oriundos de curtume 
Crédito: Vinicius Carvalho/Jornal VS/CP

Polícia Civil deve instaurar inquérito para investigar a responsabilidade Foi identificada na manhã ontem contaminação por resíduos industriais em parte do Rio dos Sinos. De acordo com o diretor-executivo do Consórcio Público de Saneamento Básico da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Pró-Sinos), Júlio Dorneles, o material, ainda de origem desconhecida, poderia ter sido despejado no arroio Portão por um curtume, provavelmente, de Estância Velha. "O odor, a cor, o chorume, indicam que seja de curtume", explicou. 

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Secretaria do Meio Ambiente de Estância Velha informou que está acompanhando o caso, mas reforça que não há confirmação de que o material seja oriundo de alguma empresa do município. Até o final da tarde de ontem, os resíduos tinham atingido o arroio Portão e uma extensão de mais de 3 quilômetros do Rio dos Sinos. 

A constatação de que havia poluição ocorreu durante um monitoramento de rotina realizado pelo o Consórcio Pró-Sinos, que identificou um alto nível de condutividade na foz do arroio Portão. A medição apontou 1 mil microSiemens por centímetro (µS/cm) no curso d''água - quando o normal é abaixo de 100 µS/cm -, indicando a presença de poluentes de origem industrial. Conforme Dorneles, a contaminação deve ter acontecido entre quarta-feira e a madrugada de ontem. Todo o curso do arroio foi afetado, fazendo com que a oxigenação de suas águas caísse para cerca de 1 miligrama por litro (mg/l), sendo que o mínimo indicado é acima de 2 mg/l. 

Esta medida coloca em risco a vida de peixes no local. "Há grande risco de mortandade, pois o produto é muito forte, o que pode levar à diminuição no nível de oxigênio nas águas", destaca Dorneles. Em São Leopoldo, o nível do rio estava em 1,6 metro e a oxigenação apontou 3 mg/l, dados considerados ainda normais. O consórcio seguirá monitorando a vazão do Sinos e a diluição dos efluentes. Em caso de chuva, os efeitos dos poluentes deverão ser minimizados. 

As secretarias municipais do Meio Ambiente de Estância Velha e Portão, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e o Ministério Público do Estado foram comunicados sobre o ocorrido. A Polícia Civil deve abrir inquérito para apurar as responsabilidades.

Fonte: Correio do Povo, Cidades.

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