Documentação Técnica

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sábado, 21 de abril de 2012

Revitalização do Cais Mauá ameaça embarcação Cisne Branco na Capital

Proprietária diz que não há calado suficiente para o barco longe do cais

 André Mags
 andre.mags@zerohora.com.br

Revitalização do Cais Mauá ameaça embarcação Cisne Branco na Capital Emílio Pedroso/Agencia RBS
"Se na segunda-feira tivermos de sair, vamos ter de ir
para o meio do Guaíba e jogar âncora", diz a proprietária
Foto: Emílio Pedroso/Agencia RBS

A revitalização do Cais Mauá trará de volta à população de Porto Alegre a proximidade com o Guaíba, mas afastará um de seus mais tradicionais frequentadores. Com a tomada de posse da área pela empresa Porto Cais Mauá, o barco Cisne Branco terá de deixar na segunda-feira o ponto de onde parte há 20 anos para passeios sobre as águas, mas o problema maior é: para onde ir? 

 Não há calado suficiente para o Cisne Branco longe do cais, diz a proprietária da embarcação Adriane Hildig. A única chance de sobrevivência do negócio, segundo ela, é esticar o prazo de saída. O objetivo é postergar a mudança até que ocorra a reformulação da orla entre a Usina do Gasômetro e as proximidades do BarraShoppingSul, obra a cargo do escritório do arquiteto Jaime Lerner, do Paraná. O projeto prevê a construção de novos espaços para barcos. Seria a salvação do Cisne Branco.

 — Estamos em um beco sem saída. Enquanto não sair esse projeto para a orla, não teremos condições técnicas de atracar em nenhum outro lugar porque o Cisne Branco é um barco muito grande. Se na segunda-feira tivermos de sair, vamos ter de ir para o meio do Guaíba e jogar âncora — lamenta Adriane. 

Em meio aos temores ocorrem negociações envolvendo a Superintendência dos Portos e Hidrovias do Estado (SPH), a Associação de Turismo Náutico (Atun) e a empresa. A SPH informou ter a obrigação de entregar a área vazia e que os acordos entre os locatários de espaços no cais e a empresa não lhe competem — quer dizer, eles poderiam se acertar entre si. Diretor-presidente da Porto Cais Mauá, Mario Freitas concorda com uma flexibilização para que o barco continue utilizando o cais até encontrar um novo atracadouro.

— O Estado tem de entregar a área vazia, mas pode-se ficar um pouco mais, tem de haver sensibilidade. Nós não estamos preocupados em que tenham de tirar todo mundo. Estamos negociando isso com o Estado — afirma Freitas. 

 Outros locatários também deixarão seus espaços 

Mesmo com as considerações favoráveis a um prazo maior, Adriane relata que não sabe com quem negociar. Ela ressalta que há um jogo de empurra, inclusive com informações controversas. Ontem, por exemplo, tanto SPH quanto a Porto Cais Mauá sinalizavam com 28 ou 30 de abril como a data limite para a embarcação zarpar — e não com a próxima segunda-feira.

Além do Cisne Branco, outros locatários do cais terão de deixar as dependências que utilizam. Um deles seria a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa). A Ospa, que ensaia no armazém A3, ainda não pode contar com a Sala Sinfônica, em construção. Restará procurar um novo espaço enquanto isso, caso não seja estipulado outro prazo de retirada.

Fonte: Zero Hora. Impasse no Guaíba

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