Documentação Técnica

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* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Dois trechos do Guaíba serão interditados para navegação até dezembro

Obras do Pisa criaram bancos de areia no fundo do leito, tornando atividade arriscada


Projeto Integrado Socioambiental (PISA)

A Marinha decidiu interditar dois trechos do Guaíba em razão de possíveis riscos à navegação. Até 1º de dezembro, as regiões, somando área total de cerca de quatro quilômetros, serão sinalizadas. Uma fica ao sul do Clube Jangadeiros, e outra ao norte de Ipanema, onde passa o emissário subaquático - tubulação integrante do Programa Integrado Socioambiental (Pisa), do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) da Capital.

Nota do Editor: A informação acima, que joga para o futuro a sinalização que deveria existir desde o início e no transcorrer das obras, é uma confissão de que a fiscalização da Marinha não existe, ou não consegue se impor frente aos interesses políticos e econômicos. A Normam-11 é muito clara, a sinalização deve ser implantada no início dos trabalhos e mantida enquanto perdurarem tais obras.


Bancos de areia se formam pela dragagem de área por onde
passará a tubulação. Foto: Ronaldo Bernardi/Agencia RBS

A decisão foi comunicada nesta terça-feira em reunião da Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. O delegado da Capitania dos Portos, comandante Jayme Tavares Alves Filho, explicou que a medida foi tomada em função de bancos de areia que se formaram no fundo do leito.

Os cerca de 3 mil navegadores acostumados a trafegar pelo Guaíba podem consultar no site da Marinha os locais onde há bloqueio para realizar o desvio. Caso sejam verificados outros trechos que possam oferecer perigo, a Marinha deve ser comunicada para fazer uma avaliação e a possível interdição.

Nota do Editor: Na medida que não consegue se impor perante os empreendedores, a fiscalização da Marinha transfere o problema para os próprios prejudicados pelas obras irregulares. É a mesma coisa que proibir/bloquear uma estrada aos usuários devido à falta de sinalização das obras por parte dos empreiteiros. Esqueceram de um princípio básico: obra irregular deve ser interditada, embargada, até que as correções sejam feitas pelos responsáveis.

O engenheiro do Dmae responsável pelo obra do emissário subaquático, Darcy Nunes dos Santos, explica que a conclusão dos trabalhos deve ocorrer até o fim de agosto, e que nos três meses seguintes as áreas serão monitoradas para avaliar a necessidade de remover os bancos de areia do lago.

Nota do Editor: Mais uma confissão de que nada será feito, de que os bancos não serão removidos. Qualquer pessoa sabe que se não houver remoção os bancos permanecerão ali, causando mais acidentes. Por que não haveria necessidade de remoção dos bancos? O regime de correnteza do "lago" iria desmanchar os bancos? E os dispositivos contratuais, que estabelecem a remoção dos bancos, inclusive com recursos a serem destinados para esse fim, não serão cumpridos? A ideia de monitorar durante três meses, para avaliar se será necessária a remoção dos bancos, é uma afirmação estúpida, pois o tempo transcorrido já é maior do que isso, e os bancos ainda estão lá (e vão continuar).

A construção do emissário começou em janeiro de 2010 e o assentamento de 22 dutos em setembro do ano passado. A tubulação vai transportar 50% do esgoto da cidade à estação de tratamento da Serraria.

Fonte: Correio do Povo, Notícias_Geral

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