Documentação Técnica

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* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Pedágios: Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) ou DAER?

A criação da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) representa duas perdas para o DAER - de 4,73% no orçamento, e de apenas uma das inúmeras atribuições da Autarquia. O orçamento do DAER para 2012 é de R$ 989,5 milhões, gasto a ser custeado por receitas de empréstimos, do Tesouro Estadual e por recursos próprios do DAER (que representam somente 12,44% da receita total).

A receita auferida pelo DAER nos pedágios de Coxilha, Portão e Campo Bom, a ser transferida para a nova empresa pública (EGR), representa 4,73 % da receita total (R$ 46,8 milhões); mas é importante observar que as despesas decorrentes dessa atribuição também serão repassadas à nova empresa.

Nosso estado tem mais de 12,6 mil quilômetros de estradas pavimentadas, com praças de pedágios distribuídas da seguinte forma: 3 praças administradas pelo DAER; 7 polos rodoviários, com praças exploradas por concessionárias privadas. As rodovias com pedágios somam 2,02 mil quilômetros, cerca de 16 % do total de rodovias pavimentadas do RS (federais, estaduais e municipais).

Localização dos polos rodoviários concedidos

As rodovias pedagiadas administradas pelo DAER somam cerca de 225 quilômetros; as exploradas por concessionárias privadas representam cerca de 1800 quilômetros. Então, mais de 10 mil quilômetros de estradas pavimentadas devem ser conservadas sem os recursos de pedágios. É a maioria absoluta, o que revela que ainda existe muito trabalho para o DAER que, para enfrentar esse desafio, também deverá passar por um processo de restruturação e fortalecimento.

Fontes: DAER e Secretaria da Fazenda.

2 comentários:

  1. Bem apanhada a questão Hermes. O DAER continuará sendo importante no contexto das rodovias estaduais portanto, segue em pauta as necessidades de reestruturação do órgão.

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  2. É verdade, amputar um órgão novo e gangrenado, comprometido e de importância secundária no organismo, é uma medida necessária para preservar o próprio organismo (DAER). É uma grande instituição, que deve ser resgatada. Tenho um especial carinho pelo DAER - trabalhei lá como estagiário e praticante; meu avô e meu pai, ambos já falecidos, dedicaram suas vidas à Autarquia, e ainda criança acompanhei o trabalho de campo deles. Abraços.

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