Documentação Técnica

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* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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domingo, 13 de maio de 2012

Rio Pardo - Rio Jacuí cai a nível histórico

A queda no volume das águas mudou a paisagem ao longo do manancial, com o aparecimento de bancos de areia no leito

O baixo índice de chuvas desde outubro do ano passado fez cair o nível da água do rio Jacuí nas últimas semanas a registros históricos. O encarregado da Barragem e Eclusa do Anel de Dom Marco, Laudir Rosa, afirma que trabalha há 38 anos no complexo no interior de Rio Pardo e nunca viu o manancial tão seco. Nos últimos dias, a medição se estabilizou na jusante da barragem em 4,5 metros, enquanto o normal é 7 m. Observa que, desde novembro, o nível está baixo e, em abril, caiu para menos de 5 metros. Em alguns locais, há condições de fazer a travessia a pé.

A queda no volume mudou a paisagem ao longo do rio, com o aparecimento de bancos de areia e pedras no leito. O baixo nível também interrompeu a navegação de embarcações de transporte de cargas entre a Barragem do Anel de Dom Marco e o Porto de Rio Pardo. Proprietário de uma empresa de extração de areia, André Rauber afirma que há cinco meses está com problemas para trabalhar, principalmente na jazida existente na montante da barragem. Nos últimos dias, os barcos fazem a retirada apenas em direção à Barragem de Amarópolis. Diz, porém, que é possível carregar só pequena quantidade devido ao baixo calado. Com isso, já há falta de areia para atender à demanda.

Rio nunca esteve tão seco, segundo relato do encarregado da Barragem
 e Eclusa do Anel de Dom Marco. Crédito: Laudir Rosa/Divulgação/CP

A Barragem do Anel de Dom Marco, inaugurada em 1972, está com 50% das comportas fechadas. Porém, Laudir Rosa explica que não adianta abrir muito, pois não fará diferença devido à baixa vazão do rio. Segundo ele, a queda no nível no Jacuí também se verifica na Barragem do Fandango, em Cachoeira do Sul, onde a Corsan teve que colocar nova bomba submersa a fim de fazer a captação de água.

Laudir Rosa percorreu de canoa o rio Jacuí desde o complexo até a cidade de Rio Pardo nesta semana. Ele diz que, ao longo do trecho, se encontram muitas pedras e árvores no leito que antes não eram possíveis de ver, pois sempre estavam cobertas pela água. Ressalta que a situação é crítica, pois não existe previsão de chuva com maior volume no curto prazo. Conforme ele, são necessárias precipitações de 100 milímetros desde a cabeceira do manancial, nas proximidades do rio Passo Fundo, para haver o aumento no nível.

O secretário de Meio Ambiente de Rio Pardo, Jorge Gatelli, surpreendeu-se ao saber que pescadores conseguem fazer a travessia do Jacuí a pé, com a água pela cintura, entre o balneário Santa Vitória e a ilha existente pouco acima dos Ingazeiros. Afirma que apenas viu pessoas passarem pelas águas a pé antes da construção da Barragem de Amarópolis, em General Câmara, no final de 1974. Gatelli explica que o Corpo de Bombeiros não consegue atender a todos os pedidos de abastecimento com água a famílias do interior do município. Diz que todos os dias pessoas da área rural fazem a solicitação de ajuda com o fornecimento de bombas de água. Conforme Gatelli, a situação se agrava diante da lei que proíbe a abertura de novos poços artesianos.

Fonte: Correio do Povo, Cidades.

Um comentário:

  1. Bom galera...Parabéns pela matéria,amanhã estou indo à Rio Pardo-RS na Faenda Alvorada-no,popularmente chamado PASSO DO ADÃO.O rio jacuí,um dos maiores fornecedores de energia do Rio Grande do Sul está voltando ao tempo onde Pedro A. Cabral esteve aqui...Como pode? Aseca totalmente mudou a Paisagem da Cidade e do rio.Muitas familias sobrevivem da pesca para a sobrevivencia e agora neste momento de escassez estão sem o que comer,nao ganhando dinheiro.

    Agradecido.
    Francis A. Doneda
    11 anos
    Ibirubá

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