Documentação Técnica

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* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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terça-feira, 15 de maio de 2012

Travessia RG/SJN - Serviço de balsa gera novo tumulto no atracadouro

No meio da manhã desta sexta, caminhoneiros que aguardavam para fazer a travessia, de balsa, para São José do Norte fizeram protesto do lado do Rio Grande. Eles obstruíram o acesso aos portões do atracadouro, impedindo a entrada de automóveis. O motivo foi a falta de embarcação para transportar os caminhões e as carretas. A balsa "Deusa do Mar", que estava atuando no transporte hidroviário de caminhões de grande porte e veículos de passeio entre Rio Grande e São José do Norte, foi impedida de operar pela Capitania dos Portos, devido ao término da validade, em 29 de abril, de seu Certificado de Segurança da Navegação (CSN). E a outra, a Sofia, que tem condições de fazer o mesmo serviço, não estava operando porque o atracadouro nortense precisa ser adequado para recebê-la. Ela é maior que a Deusa do Mar. Restou em operação a Priscila, que é pequena e só transporta carros.

Na lateral do atracadouro, em Rio Grande, por volta das 11h, havia mais de 20 caminhões aguardando para fazer a travessia. Em São José do Norte, esperavam em torno de 100. Todos com cargas. "Estou na fila desde às 22h de ontem (quinta-feira) e agora que iria embarcar, disseram que não transportarão caminhões", falou João Batista Rodrigues da Silveira, 46 anos, que aguardava em Rio Grande. Ele veio de Santo Antônio da Patrulha com 30 toneladas de arroz para descarregar no porto. Chegou terça-feira no município nortense, atravessou para Rio Grande na quarta. Descarregou o arroz, foi fazer a travessia de volta e ficou na fila de espera por balsa. Ronei da Silveira Coelho, 33 anos, carregou adubo em uma empresa de fertilizantes do Rio Grande para levar para Santa Catarina, chegou às 10h30min de ontem na fila e não sabia quando conseguiria fazer a travessia. A medida de trancar a entrada de automóveis no atracadouro objetivou pressionar por uma solução.

 Travessia RG/RGN - Foto: Deyver Dias

O capitão dos portos, Nilson Seixas dos Santos, relatou que o CSN da Deusa do Mar já tinha expirado e que para obter a renovação do certificado ela deve ser submetida à vistoria em estaleiro, a seco e flutuando, de acordo com a Norma da Autoridade Marítima (Normam) 02, da Diretoria de Portos e Costas (DPC). Explicou que, por atuar na água e ser de metal, elas podem sofrer corrosões. Por isso são estabelecidas inspeções a cada seis meses. "A vistoria é uma questão de segurança. Não é uma decisão pessoal. A norma tem que ser cumprida", salientou o capitão. Conforme ele, a F. Andreis, responsável pelo serviço, foi alertada de que a partir do dia 30 não poderia mais contar com a Deusa do Mar. Também vinha sendo pressionada pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs) para que colocasse a Sofia em atividade, segundo Santos.

A empresa alega que só precisava de mais dois dias (sábado e domingo) para adequar o atracadouro nortense, o que é fundamental para poder usar a balsa maior, que está habilitada. Mesmo assim, para resolver o problema, no meio da tarde a Sofia foi colocada em operação. O encarregado operacional do serviço, da F. Andreis, Marco Aurélio Silva, contou que resolveu fazer uma experiência que deu certo: manejou com os veículos sobre a balsa e conseguiu usar o atracadouro nortense. As condições de maré também favoreceram. A Sofia saiu do Rio Grande por volta das 16h, descarregou veículos, carregou outros e retornou ao atracadouro rio-grandino no final da tarde. A operação foi mais demorada devido aos manejos necessários. E hoje continuará sendo utilizada.

Balsa Travessia de Veículos - Foto: Deyver Dias

"Amanhã, sábado, vamos fazer a concretagem necessária no atracadouro de São José do Norte. Enquanto isso, vamos trabalhando com dificuldade", relatou. Ontem ainda ficaram vários caminhões e carros na fila, mas Silva acredita que hoje a situação será normalizada.

Tarifas

Desde 26 de abril, a F. Andreis está recebendo mais pelo transporte hidroviário de veículos. A Agergs concedeu à empresa 3,57% de reajuste, referente às perdas inflacionárias, mais 10% de revisão, totalizando 13,57% sobre as tarifas praticadas até então. O motivo da revisão foi o fato de uma segunda balsa ter sido colocada no serviço. O índice aprovado pela Agergs para revisão tarifária foi de 20% em duas parcelas: 10% a partir de 26 de abril e os outros 10% depois de 30 dias do início do funcionamento de nova tabela de horários, caso a empresa cumpra os horários.

Por Carmem Ziebell carmem@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, 11-05-2012, Rio Grande. Travessia RG/SJN

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