Documentação Técnica

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terça-feira, 5 de junho de 2012

Navios paraguaios abandonados no Cais Mauá são desmontados na Capital

Navio paraguaio General Bernardino Caballero vai ser transformado em sucata. Até o final de maio, cerca de 200 toneladas de material haviam sido:imagem 1
Mais de 200 toneladas de metais já foram retiradas do General 
Bernardino Caballero. (Foto: Fernando Gomes/Agência RBS)

Kamila Almeida
kamila.almeida@zerohora.com

Ferrugens espalhadas em mais de três dezenas de tonéis e peças gigantescas acomodadas no chão do armazém C-6 do Cais Mauá, em Porto Alegre, são sinais de que a orla do Guaíba está prestes a ganhar cara nova. Os restos de aço, corroídos pelo tempo pertencem às duas últimas embarcações-sucatas atracadas no Cais do Porto da Capital.

Os navios cargueiros paraguaios General Bernardino Caballero e o Mariscal José Felix Estigarribia foram arrematados pela empresa Rio Sul Comércio de Aros e Metais por mais de R$ 1 milhão. O prazo para a retirada termina em setembro, cumprindo os 120 dias estabelecidos no edital do leilão. A aceleração da obra depende de uma licença ambiental da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), ainda sem definição.

O trabalho se iniciou há 45 dias, principalmente, no General Bernardino Caballero. Nesse tempo, foi realizada a limpeza interna, como a retirada de ferrugem e também das madeiras que revestiam os cinco andares localizados na popa. Ao todo, cerca de 200 toneladas de material já foram retiradas, como tampas dos porões e bobinas de cabo de aço.

As operações de desmanche foram intensificadas na semana passada, quando cinco funcionários de uma empresa terceirizada trabalhavam no desmonte. A ideia é de que nos próximos dias, a equipe triplique de tamanho e passe a operar com seis maçaricos, responsáveis pelos cortes das peças do navio.

Todo o resíduo do interior da embarcação foi levado para a análise da Fepam. A empresa aguarda agora a resposta do laboratório credenciado para depois ingressar com o protocolo no órgão.

O engenheiro químico André Milanez, técnico do serviço de emergência ambiental da Fepam, diz que ao receber os papéis eles serão analisados em caráter de urgência.

— Vamos agilizar essa análise em função da rapidez que se quer que eles saiam dali, muito pela revitalização do Cais e também pela questão visual — destacou Milanez.

A ideia da empresa detentora dos barcos é de que agora se iniciem as mudanças mais sensíveis, que poderão serão observadas por quem passa pela região da rodoviária da Capital. Um guindaste está agendado para fazer a retirada dos equipamentos superiores amanhã.

— Depois de finalizado o prazo de 120 dias para o desmanche, os cascos devem ser rebocados para local ainda não definido. O material retirado é vendido para uma siderúrgica. A ideia da empresa é de reaproveitar apenas parte do casco para a construção de uma nova embarcação — explicou Vinícius Krieck, gerente da Rio Sul e supervisor da obra de desmanche.

As embarcações foram abandonadas pelo governo paraguaio no Porto de Porto Alegre há cerca de 15 anos, após a Marinha do Brasil detectar problemas na segurança para navegação. Leia +

Fonte: Zero Hora, 05-06-2012. Cais desocupado

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