Documentação Técnica

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terça-feira, 24 de julho de 2012

Rio Jacuí - Novo polo naval surge com investimento de US$ 720 milhões da Petrobras

O grupo Inepar, controlador da empresa IESA Óleo e Gás, confirmou nesta segunda-feira (23), por meio de fato relevante ao mercado, que assinará nos próximos dias novo contrato de fornecimento para a Petrobras de módulos produzidos em Charqueadas, no Rio Grande do Sul. Segundo o comunicado, o valor total dos contratos é de US$ 720,4 milhões, podendo chegar a US$ 911,3 milhões. Serão fornecidos 24 módulos para seis plataformas.

Na última semana, a Petrobras enviou comunicado informando aprovação da assinatura de dez contratos para construção de módulos para plataformas de petróleo para exploração do pré-sal - que somam US$ 4,5 bilhões. Com 350 mil m² de terreno e 19 mil m² de área construída, o investimento da Iesa no RS é de R$ 100 milhões. Mais de 1,5 mil postos de trabalho serão gerados. Os módulos serão empregados para compressão de gás, injeção de gás natural e CO2 nos poços para incrementar a produção de petróleo e para exportação ao continente.

O secretário de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), Mauro Knijnik, disse que a confirmação do contrato representa o "nascimento do Polo do Jacui". "É a vitória de uma estratégia do Governo do Estado de descentralizar os investimentos da Indústria Oceânica". Conforme Knijnik, até o momento cinco empresas estão com projetos para erguer suas plantas em Charqueadas. Além da Iesa, que já assinou a Licença de Instalação (LI) com a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), empreendimentos como a Engecampo, UTC (investimento de R$ 118 milhões), Tomé Engenharia e Metasa estão em processo de licenciamento.


Outros municípios ao longo da bacia do Rio Jacui, banhadas pelo Rio Taquari, também dispõem de áreas voltadas para o desenvolvimento da Indústria Oceânica. "Com a estratégia de deslocamento da Indústria Oceânica, vamos utilizar de maneira inteligente e planejada o potencial hídrico do Estado, promovendo a descentralização do desenvolvimento econômico e permitindo a ampliação da cadeia de fornecimento da indústria off-shore e de exploração de petróleo e gás no RS".

Conforme o vice-presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Aloísio Félix da Nóbrega, no Polo do Jacuí serão construídos os módulos que compõem a planta de processo para a plataforma de produção. "Em Rio Grande, onde há calados de 14 a 17 metros, focamos investimentos para a construção de cascos para estaleiros. No Polo do Jacuí, que tem calados de 5 metros, o foco são empresas que produzem módulos, além dos fornecedores".

Nóbrega - que também é coordenador executivo do setor Indústria Oceânica e Polo Naval da Política Industrial - ressaltou que a proximidade do Polo do Jacuí com a região Metropolitana é muito vantajosa. "Não apenas em termos de logística, mas principalmente em relação à quantidade e qualidade de mão-de-obra, que são os maiores desafios para a Indústria Oceânica".

O vice-presidente destacou que o RS é o segundo polo da indústria oceânica do Brasil, atrás somente do Rio de Janeiro. "Nenhum outro estado brasileiro tem uma indústria tão diversificada quanto a gaúcha, desde materiais leves a pesados a parafuso e casco, o que é fundamental para a sustentação e fortalecimento de toda a cadeia do setor".

Texto: Soraia Hanna
Edição: Redação Secom (51) 3210-4305

Fonte: Portal do Estado do RS, www.estado.rs.gov.br.

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