Documentação Técnica

Documentação Técnica
* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Contrato n.º 03.080314.09.0 - Programa Integrado Socioambiental (PISA) - Dragagem e Reaterro das Valas

O valor do Contrato assinado entre o DMAE/PMPA e o consórcio ICCILA/ARCHEL para as obras do emissário de esgoto sanitário EBE Cristal/ETE Serraria foi orçado em R$ 84.474.759,33, conforme documento oficial constante no link Contrato N.º 03.080314.09.0, envolvendo os custos de mão-de-obra, de equipamentos utilizados e de materiais empregados.

Segundo o contrato assinado, as obras formam divididas em três segmentos, a saber: Segmento 1 (terrestre, Cristal), Segmento 2 (subaquático, Cristal/Serraria, e Segmento 3 (terrestre, Serraria), sendo que a despesa com o segmento subaquático representou 90,99% do total contratado, no valor de R$ 78.867.184,45 (desse total, quase a metade foi utilizado para a aquisição dos tubos de polietileno de alta densidade, PEAD).

No item 2, referente à movimentação de solo argilo-arenoso ou arenoso, de interesse à navegação devido aos bancos formados pela escavação (dragagem), foram contratados 42,7 mil metros cúbicos de dragagem a R$ 13,48/m³, com transporte e descarga do mesmo volume escavado, a 100 metros de distancia da vala, por R$ 5,23/m³. Por outro lado, quanto ao retorno do material dragado, o volume de dragagem de reaterro contratado foi dimensionado em 36,7 mil metros cúbicos, a um custo de R$ 19,05/m³, representando uma despesa de R$ 700 mil com a dragagem de reaterro. 


Quanto à dragagem de solo argiloso (lodo), o montante de dragagem seria de 892,65 mil metros cúbicos a um custo de R$ 9,70/m³, totalizando R$ 8,658 milhões; de outra parte, o despejo desse mesmo volume a uma distancia de 200 metros, foi contratado a R$ 4,20/m³, representando a quantia de R$ 3,749 milhões. Para esse tipo de solo, não foi previsto dragagem de reaterro, pois supostamente o material seria removido/espalhado por ação do próprio rio ...

No entanto, conforme manifestação do DMAE veiculada no início desse mês (ver Pisa avança), embora concluída a instalação do emissário subaquático, não foi feita a remoção de bancos de areia (reaterro), decorrentes da escavação de 700 mil metros cúbicos de areia do leito do rio Guaíba. O órgão pretende eliminar os bancos até dezembro (4 meses), mas o serviço esbarra no alto custo (R$ 10 milhões) e quanto ao prazo, pois uma draga comum levaria quase dois anos (46 meses) para fazer a dragagem de remoção dos bancos que prejudicam a navegação.

A simples leitura dos números, prazos e valores constantes do contrato (ver tabela acima) revela que existe uma diferença descomunal com os números, prazos e valores recentemente veiculados na imprensa ... 

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