Documentação Técnica

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* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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sábado, 4 de agosto de 2012

Equipamentos da REFAP serão transportados por hidrovia de Rio Grande até Triunfo

O navio HC Melina, de bandeira da Antígua e Barbuda, atracou no cais do Porto Novo de Rio Grande, às 2h30min da madrugada desta quinta, trazendo, entre outras cargas, um equipamento de grandes proporções (um forno) importado da Itália, destinado ao projeto de ampliação da Refinaria Alberto Paqualini (Refap), localizada em Canoas. O equipamento, de 13,5 metros de comprimento, 6,5 metros de largura e 7,60 metros de altura, pesando 82 toneladas, deve ser desembarcado nesta sexta-feira e ficar depositado no Porto Novo até ser liberado pela Receita Federal (RF).

Outros três equipamentos (tanques), também importados da Itália para o mesmo fim, chegaram ao porto rio-grandino em junho e encontram-se no cais do Porto Novo, já desembaraçados pela Receita Federal. Dois destes têm, cada um, 14 metros de comprimento, 8,5 metros de largura e 8,2 metros de altura. E o outro, 13 metros de comprimento, 6,8 metros de largura e 6,8 metros de altura, e peso de 27,5 toneladas.

 
Operação de desembarque de grande peças para a REFAP 
(Foto: Fabio Dutra/JA)

Depois que a peça a ser desembarcada, for liberada pela RF, os quatro equipamentos serão colocados em uma balsa que os transportará até o porto de Triunfo. A balsa Branave V, que fará o transporte, tem 76 metros de comprimento, 12 metros de largura e capacidade para até 2 mil toneladas. A viagem por via hidroviária até Triunfo deverá ser feita em dois dias, segundo o coordenador geral da operação de transporte, Newvani Cirolini Correa, gerente de Logística do Grupo Darcy Pacheco.

No porto de Triunfo, os tanques e o forno serão descarregados com dois guindastes e colocados em quatro veículos transportadores, os quais os levarão até a Refap, em Canoas. Dois destes veículos têm capacidade para 200 toneladas, um terceiro para 120 toneladas e outro para 42 toneladas. "Devido às dimensões dos equipamentos, esse transporte é considerado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) como o maior já realizado no País", relatou Correa.


Barcaça Branave V (Foto: Navegação Guarita)


Rota Porto de Rio Grande-Porto de Triunfo

A previsão de duração da viagem por via rodoviária de Triunfo até Canoas é de sete dias. Devido à altura dos equipamentos, a rede elétrica das rodovias, pelas quais ocorrerá o transporte, e de ruas da cidade de Triunfo, está passando por adequações. A operação toda de transporte dos equipamentos, a partir do porto rio-grandino, envolverá uma equipe de mais de 30 profissionais, entre motoristas, operadores de guindastes, profissionais de apoio e de coordenação do Grupo Darcy Pacheco, policiais rodoviários e militares, agentes de fiscalização de trânsito, empresas da área de rede elétrica e de telefonia, escoltas credenciadas e de uma empresa de navegação.

Newvani Cirolini Correa observou que a logística para esse transporte começou em março e, devido à complexidade da operação, exigiu um tempo de planejamento antecipado. “Trata-se de um transporte de alta complexidade, aquático e terrestre, operações de carregamento, muitas influências de redes elétrica e telecomunicações, obstrução de trânsito e vias alternativas. A nossa responsabilidade é garantir o sucesso total da operação, minimizando a interferência do transporte a toda comunidade. Para isso, estamos trabalhando em conjunto com as Prefeituras de Canoas e Triunfo, Polícias Rodoviárias, Polícia Militar e todas as demais empresas envolvidas direta e indiretamente, sem as quais não teríamos êxito", destacou Correa.

Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, Operação.

5 comentários:

  1. Imaginem o custo e a complicação de se transportar peças assim por meio rodoviário? Sei que as cargas pesadas em estradas precisam de apoio do exército para reforçar pontes e viadutos e o trajetos entre SP e RS, por exemplo demoram até 6 meses por causa de restrições legais ao tempo que a carga pode rodar na estrada.

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    1. É verdade, bem que poderiam transportar outras cargas desse tipo (especiais) por hidrovias.

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  2. Hermes, estou confuso com o "porto de triunfo". O transbordo da carga será realizado no terminal da braskem? Sua ilustração parece demonstrar que sim. Abraços. João Luís Cunha.

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    1. Eu também fiquei confuso com a expressão "Porto de Triunfo", e entrei em contato com o pessoal da Navegação Guarita em Rio Grande, que informaram que se tratava do Terminal Braskem (que se localiza em Triunfo, no Polo Petroquímico).

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    2. Sendo assim, essa demanda da REFAP vem oxigenar ainda mais a idéia do Terminal de Múltipo Uso situado na margem oposta ao Terminal Sta. Clara. Abraços. João Luís Cunha.

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