Documentação Técnica

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Polo naval do Jacuí irá aumentar tráfego hidroviário

Graça Foster lança polo naval do Jacuí *

* Jefferson Klein

A planta que a Iesa Óleo e Gás está construindo no município de Charqueadas para montar módulos de plataformas de petróleo deve iniciar suas atividades até fevereiro do próximo ano. Conforme o presidente da empresa, Valdir Lima Carreiro, os primeiros módulos deverão ser entregues em julho de 2014.

Na tarde de ontem, o executivo participou da solenidade de lançamento do polo naval do Jacuí, que ocorreu no Palácio Piratini, com a presença do governador Tarso Genro e da presidente da Petrobras, Graça Foster. “Demos o pontapé inicial para viabilizar o polo naval”, salienta Carreiro.

Para concretizar o empreendimento, a Iesa Óleo e Gás firmou contratos com a Tupi BV e com a Guará BV para fornecimento de 24 módulos de compressão a seis plataformas de petróleo, com opção de entrega de mais oito módulos para outras duas plataformas replicantes do pré-sal. O valor total dos contratos é de US$ 720,4 milhões, podendo chegar a US$ 911,3 milhões, se confirmados os módulos adicionais. A Tupi BV tem como acionistas a Petrobras, o BG Group e a Petrogal. A Guará BV é sócia da Petrobras, do BG Group e da Repsol-Sinopec.

Local das futuras instalações da IESA em Charqueadas/RS
(Foto: www.portaldenoticias.com.br)

O investimento da Iesa na sua estrutura em Charqueadas é de R$ 100 milhões. Além da empresa e da UTC (investimento de R$ 118 milhões), que já assinaram a licença de instalação com a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), empreendimentos como a Engecampo, Tomé Engenharia e Metasa estão em processo de licenciamento na região. O governo estadual aponta que outros municípios, ao longo da bacia do rio Jacuí, também dispõem de áreas voltadas para o desenvolvimento da indústria oceânica.

Carreiro detalha que os últimos módulos deverão ser completados até 2017. Os módulos, que são os equipamentos que ficam na parte superior das plataformas de petróleo, serão utilizados na compressão de gás, injeção de gás natural e de CO2. O índice de nacionalização dessas encomendas terá que ser de pelo menos 70%. O executivo informa que já foi construído o cais da unidade de Charqueadas e que, no momento, está sendo feita a terraplanagem. De acordo com o dirigente, dentro do plano estratégico do grupo, não está prevista até o final de 2013 alguma nova disputa por encomendas para também serem feitas no polo naval do Jacuí.

Trabalhos de terraplenagem da área da IESA em Charqueadas
(Foto: www.portaldenoticias.com.br)

O empresário admite que, inicialmente, quando a companhia avaliava as possíveis localidades para instalar a sua unidade, ele discordava da escolha de Charqueadas. Porém, vantagens como acessos hidroviário e rodoviário, presenças de escolas técnicas e de outras empresas na região e a proximidade com Porto Alegre fizeram-no mudar de ideia. A saída dos módulos finalizados do município será feita pela hidrovia, devido ao tamanho das estruturas, mas os seus componentes chegarão através do modal rodoviário, sendo que vários materiais serão oriundos do Rio Grande do Sul.

Fonte: Jornal do Comércio, Indústria Naval.

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