Documentação Técnica

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* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Rio Guaíba - Último tubo do emissário subaquático foi instalado

Jessica Gustafson

Os 22 tubos instalados permitirão que a capacidade da 
 ETE Serraria seja de 4,1 mil l/s. (Foto: Fredy Vieira/JC)

O emissário subaquático do Projeto Integrado Socioambiental (Pisa), que se localiza no trecho de 11 quilômetros entre o bairro Cristal e a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Serraria, na zona Sul da Capital, está concluído. O último tubo, feito em polietileno de alta densidade, com 1,6m de diâmetro e 500m de extensão, foi instalado ontem, no leito do Guaíba. A tubulação, que possui 22 tubos, custou R$ 100 milhões. Para que o emissário entre em funcionamento, falta conectá-lo com as duas partes terrestres da Estação de Bombeamento do Cristal e da ETE Serraria.

O sistema atuará no trato do esgoto cloacal da cidade, permitindo que, após o tratamento, a água seja devolvida ao Guaíba em condições muito superiores àquelas em que foi captada. A capacidade de tratamento da ETE Serraria corresponderá a 4,1 mil litros por segundo. A previsão é de que o funcionamento pleno da tubulação, junto às estações, aconteça em dezembro.

A implantação do emissário passou por algumas dificuldades, pois no Brasil não existiam empresas que produzissem tubulações com o diâmetro necessário. A empresa contratada pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), através de licitação, importou a tecnologia. Assim, o material foi produzido em São Paulo e transportado por rebocadores até o Guaíba.

“Foi uma operação muito complexa, não apenas pelo tamanho dos tubos, mas também pela tecnologia inovadora, que pela primeira vez foi produzida no País. Com a colocação dos tubos, continuaremos trabalhando em cima das estações, para que, até dezembro, o sistema possa estar em pleno funcionamento”, explicou o prefeito José Fortunati. De acordo com ele, isso significa que, agregando o esgoto cloacal das casas com as redes, a Capital conseguirá aumentar a capacidade de tratamento, dos atuais 27% para 77%. Para a conclusão do Pisa, que tratará os esgotos dos arroios Dilúvio, Cavalhada e Salso, situados em localidades onde reside a metade da população da Capital, fica faltando apenas a conclusão da ETE Serraria, obra prevista em R$ 130 milhões, e do emissário final para o esgoto tratado.

Para o diretor-geral do Dmae, Flávio Presser, a meta de 77% de esgoto tratado será alcançada gradualmente, com a participação da população. “Será preciso que os proprietários das residências permitam que o departamento entre e faça uma ligação com as fossas sépticas, que conduzirão o esgoto para a rede de tratamento. Algumas pessoas encontram resistência em fazer esta pequena obra em suas casas”, ressalta.

Outra questão importante que envolve o Pisa é a balneabilidade das praias em torno do Guaíba até 2028, com a redução de mais de 99% dos coliformes fecais lançados na extensão. De acordo com Presser, diversas ações estão sendo feitas com esse objetivo. O entorno do arroio Capivari, que leva água para a praia de Ipanema, passou por algumas obras, no sentido de não permitir que o esgoto entre em contato com o arroio. “Estamos visitando as casas para ver se a rede está bem ligada e direcionando os resíduos para o local certo. As medidas têm o objetivo de possibilitar que Ipanema esteja balneável em 2014”, completa.

Fonte: Jornal do Comércio, Saneamento.

Os obstáculos finais

Novo sistema de tratamento de esgoto da Capital deve começar a operar no final do ano Emílio Pedroso/Agencia RBS
Faltam ainda pequenas interligações para concluir o projeto do  
emissário subaquático. (Foto: Emílio Pedroso/Agencia RBS)

— Onde despejar o esgoto tratado: a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) permite que o esgoto tratado seja depositado a 2 mil metros da orla. Para reduzir custos, o Dmae pretende vertê-lo a mil ou 1,5 mil metros. A Fepam avalia o caso.

— Liberação de obra de estação: o Dmae aguarda a liberação da obra da Estação de Bombeamento de Esgoto (EBE) Restinga, paralisada em agosto de 2011, após a morte de dois operários.

— Remoção de bancos de areia: durante a colocação do emissário subaquático do Guaíba, 700 mil metros cúbicos de areia foram retirados do leito, formando bancos que atrapalham a navegação. O órgão pretende eliminar os bancos até dezembro. No entanto, o serviço esbarra no alto custo (R$ 10 milhões) e no tempo: uma draga comum levaria 46 meses para fazer a remoção.

— Saneamento dos arroios: para permitir a balneabilidade, o Dmae tem removido esgotos irregulares que chegam a arroios e desaguam no Guaíba e ampliado ligações à rede regular.

Fonte: Zero Hora, Pisa avança.

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