Documentação Técnica

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domingo, 9 de setembro de 2012

Incompetência - SMAM não fiscaliza, e montanhas de entulhos aparecem na orla do Guaíba

''Cobertores'' de lixo são vistos perto das margens. São lajotas, cimentos, pneus e até material jogado por quem passa

Paisagem urbana fica feia com a falta de conscientização ambiental da população 
(Foto: Tarsila Pereira)

Montanhas de entulho formado por tijolos, cimento, lajotas, pedaços de móveis e pneus, por exemplo, estão se acumulando na orla do Guaíba, bem junto à faixa onde a água alcança a areia. Um dos pontos está a menos de 200 metros do Centro Administrativo do Estado, nas proximidades do anfiteatro Pôr do Sol e do estacionamento do Acampamento Farroupilha, amontoados muito próximos às margens. Em outro ponto, entre as águas e a avenida em frente à pista de skate do parque Marinha, forma-se um cobertor de entulho. Além disso, lixo doméstico é trazido pelas águas ou até jogado por quem passa.

"Presenciei várias vezes os descartes, muitos de manhã bem cedo, perto das 5h, 6h, quando venho caminhar com meu cachorro. Chegam caçambas médias, até carros, mesmo que pequenos, mas com carroceria. Muitos dos que fazem frete", afirma o funcionário público municipal Estevão Telles Ferreira, morador há 16 anos do bairro Menino Deus. "Esse lixo foi produzido em casa, apartamento, construção, terreno. As pessoas pagam o carreto para se livrarem do lixo e não se preocupam em saber onde será largado. Quando chegamos para passear, o lugar de lazer está cheio de lixo", critica Estevão Ferreira.

Próximo ao Centro Administrativo, moradores de rua e catadores contam que as novas montanhas - nesta semana - se formaram há pouco, mas que o descarte irregular ali é praxe. "É só parar aqui um tempo que você faz o flagrante", dizem. "Fora isso, vemos muito bicho morto pelas beiras. Quem limpa essas margens precisa usar um calçado reforçado. É fácil de se machucar e se contaminar", comenta um dos catadores.

Segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), responsável pela fiscalização, o descarte irregular de resíduos na orla do Guaíba tem se mostrado um problema constante. "Esse tipo de prática é agravado por empresas que levam contêineres de resíduos de construção para descartar na orla. Tal ato constitui-se em crime ambiental", afirma o órgão, que ainda esclarece: para que o fiscal possa notificar e aplicar auto de infração, é preciso flagrante. Por isso, diz a Smam, é fundamental a colaboração da população, que deve denunciar pelo 156.

Fonte: Correio do Povo. Geral

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