Documentação Técnica

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* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Sistema montado no Estado prevê tormentas com 24 horas de antecedência

Equipamentos também são capazes de identificar raios a 600 quilômetros de distância


André Mags
andre.mags@zerohora.com.br

Um sistema capaz de prever tempestades em território gaúcho com até 24 horas de antecedência será inaugurado oficialmente na quarta-feira, durante um evento em Porto Alegre.

Com a integração à Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas (BrasilDAT), o Estado saberá da aproximação de chuva forte, granizo e tornados localizados a até 600 quilômetros das seis antenas instaladas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Os equipamentos ficam em Santa Maria (Centro), Rio Grande (Sul), Uruguaiana (Fronteira Oeste), Santa Rosa (Noroeste), Viamão (Região Metropolitana) e Casca (Norte), e cobrem todo o território gaúcho. A confiabilidade é superior à dos aparelhos usados atualmente, porque eles constatam a radiação dos relâmpagos ocorridos dentro das nuvens, uma tecnologia que poucos países utilizam, de acordo com Osmar Pinto Júnior, coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), com sede em São José dos Campos (SP).

As antenas, norte-americanas, também identificam as descargas elétricas que chegam ao solo. Esse é o tipo de raio que os aparelhos atuais captam, com precisão menor.

– O novo sistema é de alta precisão: ele pode dar as coordenadas de cada raio. Isso vai permitir que se mobilize um conjunto de instituições para que entrem em ação, com bom nível de acerto – diz o coordenador.


Sistema poderá ajudar a prevenir tragédias

As novas antenas começaram a ser colocadas na região sul do país este ano. Já operam no Sudeste e, nos próximos meses, devem chegar ao Centro-Oeste, Nordeste e Norte. No Rio Grande do Sul, a instalação custou US$ 1 milhão, com recursos federais (50%) e de empresas privadas (50%).

A Defesa Civil celebra a novidade. O Estado sofre com a falta de uma cobertura efetiva. No biênio 2009/2010, o município de Santo Cristo (Missões) tornou-se o campeão gaúcho de incidência do fenômeno e, não por coincidência, já foi alvo de tempestades devastadoras. A repetição de tragédias poderá ser evitada.

– É uma informação de que estamos precisando, por ser mais segura e fidedigna. Quanto mais dados de meteorologia, mais previsões e perspectivas apuradas poderemos ter – salienta o coordenador da Defesa Civil, tenente-coronel Oscar Moiano.

Fonte: Zero Hora, Geral.

Um comentário:

  1. Sou meteorologista e trabalho com sistemas de detecção de descargas atmosféricas no Brasil desde 2003. Infelizmente há alguns reparos a ser fazer no texto acima. Um sistema de detecção de descargas atmosféricas como este não é capaz, sozinho, de fazer previsão de tempestades com 24 horas de antecedência. Para isso são necessárias outras ferramentas e aplicativos que não fazem parte deste sistema apresentado. Ele sozinho é capaz de acompanhar a ocorrência de raios e, com uma equipe treinada, auxiliar a fazer previsões de muito curto prazo (conhecido como nowcasting, que são previsões com horizonte de 1 a 3 horas).
    Como é uma rede de sensores que detecta raios (como ela foi concebida), ela não é capaz de detectar tornados ou granizo. Os seus dados, integrados com dados de radares meteorológicos, satélites meteorológicos e outras ferramentas é que podem fazer essas análises.
    É realmente uma pena que um sistema importante como esse seja apresentado de uma forma tão incorreta ao público leigo. Isso apenas leva a falsas expectativas sobre a própria eficiência do uso desse sistema por diversos usuários.

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