Documentação Técnica

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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

P-55 é retirada do dique de Rio Grande após operação de mais de 24 horas

A maior plataforma semissubmersível do país foi deslocada pelo canal de acesso ao Porto para o cais sul, onde continuará sendo construída até junho de 2013.

P-55 é retirada do dique de Rio Grande após operação de mais de 24 horas Marcio Gandra/Especial
Dique precisou ser inundado para que a manobra fosse realizada
(Foto: Marcio Gandra/Especial)

Joice Bacelo joice.bacelo@zerohora.com.br 

Após três meses da estreia da operação de inundação do dique do Estaleiro Rio Grande - quando foi feita a manobra de entrada da P-55 - o mesmo processo torna a se repetir. Só que desta vez, para a retirada da plataforma.

A embarcação foi deslocada nesta noite para o cais sul, onde continuará sendo construída. Uma operação que durou mais de 24 horas e encerra o primeiro trabalho realizado dentro do dique, o que credencia a cidade do sul do Estado como um dos principais polos navais do Brasil.

O preenchimento da “piscina gigante” começou na tarde de sábado. Foram necessários 642 milhões de litros de água para inundar a estrutura que tem 350 metros de comprimento por 130 metros de largura e profundidade de 13,8 metros abaixo do nível do mar. Para a manobra da plataforma, a porta batel – que separa o dique do canal de acesso ao Porto – precisou ser retirada. A P-55 foi guiada por quatro rebocadores desde a saída do dique até o cais sul.

Com previsão de conclusão em junho do ano que vem, a P-55 – a maior plataforma semissubmersível do país - será transportada de Rio Grande até o campo de Roncador, na Bacia de Campos, Rio de Janeiro. A plataforma, que deve começar a operar em setembro de 2013, terá capacidade para produzir 180 mil barris de petróleo e seis milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. O investimento da P-55 é estimado em R$ 3,4 bilhões.

A plataforma foi a primeira embarcação a passar pelo processo de manobra de entrada e saída do dique pelo canal de acesso ao Porto. Dentro da estrutura, foi feito o mating – que é a união do casco com o convés.

A liberação do dique foi necessária para que a Ecovix (braço de construções oceânicas da Engevix) possa dar início às obras dos cascos replicantes – chamados assim porque são feitos em série. A previsão é de que os cascos das plataformas P-66 e P-67 sejam levados para dentro do dique ainda neste ano.

Fonte: Zero Hora, Economia.

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