Documentação Técnica

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* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Canal Miguel da Cunha pode ter calado reduzido

NOTA DO EDITOR

O canal Miguel da Cunha está dentro da área do porto de Rio Grande, e é da responsabilidade da SUPRG, pois a área que é da competência da SPH está localizada ao norte do paralelo 32 Sul, conforme a Portaria-MT nº 1.009, de 16/12/93 (D.O.U. de 17/12/93), a área do porto organizado de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, é constituída:

a) pelas instalações portuárias existentes na margem esquerda do rio Guaíba, estendendo-se desde a extremidade sul do Cais Comercial, junto à Ponta da Cadeia até a extremidade norte, junto ao Saco do Cabral, abrangendo todos os cais, docas, pontes, píeres de atracação e acostagem, armazéns, silos, rampas ro-ro, pátios, edificações em geral, vias internas de circulação rodoviária e ferroviária e ainda os terrenos ao longo dessas faixas marginais e em suas adjacências, pertencentes à União, incorporados ou não ao patrimônio do porto de Porto Alegre ou sob sua guarda e responsabilidade;

b) pela infra-estrutura de proteção e acesso aquaviário, tais como áreas de fundeio, bacias de evolução, canal de acesso ao norte do paralelo 32° S, áreas adjacentes a esse, até as margens das instalações do porto organizado, conforme definidas no item "a" acima, existentes ou que venham a ser construídas e mantidas pela Administração do Porto ou outro órgão do poder público.

Imagem: Google Earth

A Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) tem até o próximo dia 21 para iniciar a dragagem do canal Miguel da Cunha ou apresentar levantamento hidrográfico que demonstre que a profundidade dele é segura para a navegação. Do contrário, a Capitania dos Portos determinará a redução do calado do canal, situado no estuário da Lagoa dos Patos, entre Rio Grande e São José do Norte. Em ofício encaminhado à SPH, a Capitania deu prazo de 30 dias, a contar do recebimento da correspondência, para que ela adote uma das duas medidas.

Ocorrendo a diminuição do calado, algumas embarcações não poderão passar pelo Miguel da Cunha e para fazer a travessia entre Rio Grande e São José, terão que contornar a Ilha do Terrapleno, o que aumentará o percurso em 11 quilômetros. Na rota atual, que inclui a passagem pelo canal, o trecho a ser navegado pelas lanchas e balsas, que fazem o transporte de passageiros e veículos, respectivamente, é de aproximadamente quatro quilômetros.

Serviço de balsa será prejudicado caso o calado do canal seja reduzido
Foto: Arquivo JA

O calado habitual do Miguel da Cunha é de três metros, mas boa parte do canal está assoreada. Em maio de 2011 já havia a necessidade de retirada de 75 mil metros cúbicos de sedimentos. "O assoreamento vem crescendo e a SPH, deveria tomar medidas para garantir a profundidade do canal. Em janeiro já havia promessa de fazer a dragagem. Não se pode esperar eternamente por uma draga", ressaltou o capitão dos Portos, Nilson Seixas dos Santos.

No momento, o risco maior é para a balsa que faz o transporte de veículos, pois os dois rebocadores que a conduzem possuem calado maior do que o existente no canal. A Superintendência de Portos e Hidrovias informou, nesta terça, que ainda está aguardando a conclusão da recuperação da draga Euclides Triches para começar o desassoreamento do Miguel da Cunha. Nesta quarta-feira, o superintendente de Portos e Hidrovias, Pedro Obelar, e o engenheiro Edson Machry, farão vistoria nas obras de recuperação da draga, que estão sendo feitas no porto de Pelotas.

Conforme a SPH, assim que o conserto do equipamento estiver concluído será solicitada licença à Marinha para o início da dragagem do canal Miguel da Cunha. O tempo que ainda será necessário esperar só poderá ser estimado após a vistoria que será feita nesta quarta-feira.

Por Carmem Ziebell carmem@jornalagora.com.br

Fonte: Jornal Agora, Rio Grande.

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