Documentação Técnica

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* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Para a Antaq, o Estado pode criar nove portos (!)

NOTA DO EDITOR 

O Estado não deve entrar nessa fria, pelas seguintes razões:(1) no rio Jacuí, nem o "porto" de Cachoeira do Sul funciona, está desativado há décadas. E ainda querem propor novos "portos" em Dona Francisca e Restinga Seca, que ficam a montante ...; (2) no Rio Taquari, o "porto" de Estrela é um fracasso há décadas, não movimenta nada. Imaginem o que seria o "porto" de  Muçum ... (3) Nos rios Sinos e Caí, é ainda pior, e gastar dinheiro público com "portos" em São Leopoldo e Montenegro é uma coisa insana, papo de políticos, burocratas e desocupados; (4) Na Lagoa dos Patos, quais seriam as cargas a serem transportadas (demanda) para justificar a implantação de "portos" em Palmares do Sul e Arambaré? Se existisse demanda real, em todos esses locais, os empresários já teriam construído os terminais; se não fizeram, é porque não tem demanda. Essa proposta é típica de burocratas e consultores picaretas, sempre ávidos por novos contratos de "estudos" e "projetos" com o setor público (é claro!). Por que eles não contratam tais estudos com o setor privado? Provavelmente porque os empresários não rasgam dinheiro.

O Plano Nacional de Integração Hidroviária (PNIH), lançado ontem pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), apontou nove cidades como áreas propícias para a instalação de novos terminais hidroviários no Rio Grande do Sul. São elas: Arambaré, Dona Francisca, Gravataí, Montenegro, Muçum, Palmares do Sul, Restinga Seca, São Leopoldo e São Sebastião do Caí. Esses complexos ficariam situados na malha hidroviária formada por Lagoa dos Patos, rios Jacuí, Taquari, Gravataí, Caí e dos Sinos.

O trabalho chega a estimar e sugerir o recurso necessário, movimentação de cargas e ano ideal para a abertura dessas estruturas. O terminal de São Sebastião do Caí, por exemplo, deveria receber investimentos de R$ 120 milhões para movimentação média de cerca de 15,7 milhões de toneladas ao ano, sendo que 2015 seria um ótimo período para o início de suas operações. Ainda de acordo com o plano, a partir do horizonte de 2025, um novo trecho do rio Jacuí entra na malha hidroviária, possibilitando a navegação até o município de Dona Francisca e adicionando à rede as novas áreas propícias de Restinga Seca e Dona Francisca. No rio Taquari, o segmento entre Estrela e Muçum torna-se apto à navegação, no entanto não deve apresentar movimentação significativa.

Para o presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, na lista formada pela Antaq faltou Viamão. “Com acesso a Lagoa dos Patos e Guaíba, o local tem potencial para o transporte de cargas, passageiros e turistas”, defende o dirigente. Ele ressalta que, para trabalhos como o desenvolvido pela Antaq serem eficientes, é necessário realizar pesquisas de campo e não apenas ficar na teoria. Manteli salienta que a construção de um terminal depende da oferta de cargas e ações que atraiam os empreendedores para a hidrovia.

Para a elaboração do PNIH, especialistas da agência e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveram estudos e análises de seis bacias hidrográficas brasileiras: Paraguai, Amazônica, Sul, Paraná-Tietê, São Francisco e Tocantins-Araguaia. Entre as informações do plano estão localização, área de influência, produtos relevantes, projeção dos fluxos de comercialização, projeção dos fluxos de transporte e demanda de cada bacia.

Conforme o levantamento, o volume de cargas transportado por rios nas seis maiores bacias hidrográficas do País poderá subir das atuais 82 milhões de toneladas ano para 463 milhões de toneladas até 2030, um crescimento de 460%. Mas, para chegar a esse volume, seria necessária uma série de intervenções do governo que elevariam de cerca de 14 mil para 23 mil a extensão das principais hidrovias nessas bacias, além da criação de 65 terminais logísticos para a distribuição das cargas.

O diretor-geral da Antaq, Pedro Brito, enfatiza que o estudo contribuirá, de forma decisiva, para a logística nacional. Além disso, afirma que o PNIH é uma ferramenta fundamental para os empresários que precisam de informações sobre a navegação interior nacional. “O setor hidroviário não pode prescindir da iniciativa privada. Com uma logística eficiente, nossas mercadorias terão um menor custo e uma alta competitividade”, prevê Brito.

Fonte: Jornal do Comércio, Infraestrutura.

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