Documentação Técnica

Documentação Técnica
* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Sinalização Náutica - Sucateada, SPH recorre a embarcação emprestada da Marinha

Dentro de 30 dias, a Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) assinará convênio com a Marinha do Brasil, através de que serão utilizadas embarcações do 5.º Distrito Naval para regularizar a sinalização náutica da hidrovia Lagoa dos Patos- Rio Guaíba que, em razão do sucateamento das embarcações e equipamentos da autarquia estadual, encontra-se em estado sofrível, comprometendo a segurança da navegação. 

Os recursos materiais e de pessoal, à exceção do pessoal de navegação, serão fornecidos pela SPH, ainda que também existam limitações do órgão estadual nessas áreas - recursos humanos e materiais. Essa situação, de decadência das hidrovias gaúchas, decorre do abandono das mesmas pelos governos estaduais nos últimos 40 anos.

Nesse período, não houve renovação do quadro de pessoal, especialmente nas áreas técnica e operacional, sendo que, na prática, não existe mais a dotação mínima necessária de pessoal para fazer frente aos encargos de manutenção e melhoramento da malha hidroviária. Em relação às instalações, embarcações e equipamentos, a situação não é diferente - esses meios foram sucateados, os últimos investimentos foram feitos na década de setenta pelo governo federal, ainda no período da ditadura militar.


Quanto à inexistência de interesse gaúcho em relação às suas próprias hidrovias, um fato é esclarecedor - as inúmeras reformas de uma embarcação (NB Benjamim Constant), secular e totalmente ultrapassada, uma antiga draga argentina transformada em barco balizador ... Esse problema seria resolvido com a aquisição de duas embarcações modernas, especialmente construídas para essa finalidade, a um custo de 5 milhões de reais, cada uma dotada de 4 tripulantes, mais dois profissionais para as fainas de sinalização, totalizando uma equipe de 6 pessoas por embarcação.

É mais do que óbvio que isso poderia ser feito aqui no RS, cujos estaleiros possuem plenas condições para tal empreendimento de construção naval. Também é fácil entender que o número de servidores não representa algo problemático, afinal seriam apenas doze pessoas, mais o pessoal da área técnica (uns dois engenheiros e quatro topógrafos). No entanto, isso não foi feito em tempo hábil, e agora já é tarde demais para tentar fazer  ...

A terceirização somente faz sentido se for feita nas atividades secundárias (atividades-meio), pois terceirizar atividades principais (atividades-fim) significa que as razões de existência de uma instituição pública deixaram de existir. A dragagem já está terceirizada, também por sucateamento de máquinas e equipamentos e por falta de pessoal. É o anúncio que o RS está fechando as portas nesse setor ...

É mais um passo na direção da federalização das hidrovias gaúchas. Talvez seja a solução do problema, pois se o RS não tem interesse nas suas hidrovias, então é melhor que o governo federal assuma esse setor, porque o que realmente importa à economia nacional e regional é o desempenho eficiente da infraestrutura hidroviária e a segurança da navegação.

FontePortal do Estado do Rio Grande do Sul.

Um comentário:

  1. Grande Hermes, me parece que é só para regularizar uma situação já existente. Penso que a MB já está fazendo, há algum tempo, a manutenção nos sinais náuticos gaúchos. Tenho visto com frequência o Comandante Varela na Lagoa dos Patos.
    Quanto ás nossas hidrovias, é claro que estão abandonadas, para constatar é só olhar a estatística da SPH para a carga movimentada. Diminui a cada ano.
    Só salva a movimentação de Porto Alegre, que agora, sem porto e guindastes, ainda recebe uma boa quantidade de cargas.
    Abraços, zilton

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