Documentação Técnica

Documentação Técnica
* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Canal São Gonçalo - Barragem do Centurião

BARRAGEM ECLUSA DO SÃO GONÇALO

Localizada na extremidade nordeste do Canal São Gonçalo, distante 3 Km da Cidade de Pelotas, a Barragem-Eclusa foi construída com a finalidade de evitar a intrusão de água salgada na Lagoa Mirim, assegurando assim a qualidade das águas e um melhor aproveitamento dos recursos naturais.

Em operação desde março de 1977, a Barragem consta de estrutura transversal ao Canal São Gonçalo, com 245 m de comprimento, construída em paredes diafragma e superestrutura de concreto armado. Possui 18 comportas basculantes, com 12 m de largura e 3,20 m de altura, assentes sobre uma viga soleira.

Na margem esquerda do Canal, foi construída uma Eclusa, com 120 m de comprimento, 17 m de largura e 5 m de profundidade. Nas duas cabeceiras estão localizados os portões basculantes com 17 m de largura e 8 m de altura, bem como as comportas de by-pass que equalizam os níveis dentro da Eclusa permitindo a passagem das embarcações em quaisquer circunstâncias. 

Imagem de Satélite: www.popa.com.br

Nota do Editor 

As dimensões da eclusa são determinantes para a fixação das dimensões máximas das embarcações e, em consequência, do calado a ser adotado na hidrovia (dragagem).

A manutenção e a operação rotineira da barragem consomem anualmente R$ 180 mil. Em dezembro de 2002, após 23 anos desde sua entrada em operação, iniciou-se uma obra de manutenção corretiva parcial, com recursos do Ministério da Integração Nacional, no valor de R$ 300 mil. Encontra-se, também, em elaboração um novo Plano de Manutenção, com caráter preditivo e preventivo, e um Plano de Operação de Comportas, ambos visando garantir melhores condições de segurança e racionalização dos processos envolvidos.


Foto: Valery Pugatch

INTRUSÃO DE ÁGUAS OCEÂNICAS

O Canal São Gonçalo, com 76 Km de comprimento, aproximadamente 250m de largura e 5m de profundidade interliga as lagoas dos Patos e Mirim.

A Lagoa dos Patos, no litoral do Rio Grande do Sul, com uma superfície de 10.000 km², comunica-se permanentemente com o Oceano Atlântico através da Barra do Rio Grande.

Foto: Valery Pugatch

Mais ao Sul do Estado, banhando terras brasileiras e uruguaias, encontra-se a Lagoa Mirim, terceiro lago em extensão da América do Sul, ocupando uma superfície de 4.000 Km². Sua Bacia Hidrográfica tem uma área de 62.500 Km², onde vivem cerca de um milhão de habitantes, numa região em que o cultivo de arroz irrigado é uma importante atividade econômica.

Nas estiagens, geralmente entre o período de dezembro a maio, o nível das Lagoas baixa demasiadamente, permitindo a entrada da água salgada do oceano na parte sul da Lagoa dos Patos. Nessas condições o sentido da corrente na Canal São Gonçalo é invertido e a água salgada penetra em direção a Lagoa Mirim, tendo alcançado em 1946 o Porto de Santa Vitória do Palmar , no extremo sul da Lagoa.

BENEFÍCIOS 

Utilização da riqueza potencial da região - excelência e extensão de terras planas e considerável volume de água doce.
Garantia da preservação da qualidade da água para o uso humano, agrícola e industrial. 
Futuro abastecimento de água para Pelotas. 
Irrigação de 170 mil ha de arroz em terras brasileiras e uruguaias.
Abastecimento de água para a cidade de Rio Grande - único porto marítimo do Estado do Rio Grande do Sul.

Fonte: Agência da Lagoa Mirim

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