Documentação Técnica

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* Engenharia de Dragagem, Sinalização Náutica, Batimetria, Projetos de Canais Navegáveis, Meio Ambiente, Cartas Náuticas, Software de Navegação, Topografia Básica e outros assuntos técnicos.

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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Terminal Santa Clara retoma movimentação de contêineres a partir de outubro *

* Jefferson Klein 
   jefferson.klein@jornaldocomercio.com.br

Depois de seis anos, a opera- ção com contêineres no terminal Santa Clara, localizado no Polo Petroquímico de Triunfo e com acesso ao rio Jacuí, será retomada em outubro. A interrupção da atividade ocorreu em fevereiro de 2009, quando a petroquímica Braskem resolveu adaptar o complexo para o recebimento do etanol utilizado na fabricação do chamado plástico verde. No entanto, a ferrovia acabou assumindo essa função do transporte de álcool, permitindo o regresso dos contêineres. 

A iniciativa será possibilitada através da parceria do grupo Wilson, Sons (controlador do terminal de contêineres – Tecon – Rio Grande) e a Braskem. O complexo será chamado de Contesc (Contêineres Terminal Santa Clara) e terá capacidade para movimentação de aproximadamente 100 mil TEUs unidade equivalente a um contê- iner de 20 pés) ao ano, o que representa 15% do volume de contêineres operados no Tecon Rio Grande. 

O diretor-presidente do Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti, foi um dos maiores defensores, nos últimos anos, da recuperação da atividade de contêineres no terminal Santa Clara. “Demorou muito tempo, mas felizmente estará de volta e será um projeto diferencial para a logística estadual”, comemora. O executivo ressalta que, com o retorno do deslocamento de contêineres pelos meios fluviais, o Tecon Rio Grande será o único terminal de contêineres do Brasil que poderá ser acessado pelos três modais: hidroviário, rodoviário e ferroviário. No entanto, o dirigente argumenta que, para a iniciativa ter êxito, é necessário ter escala. 

Bertinetti foi um dos maiores defensores da volta da atividade 
Foto: Fredy Vieira/JC

Para Bertinetti, duas viagens (ida e volta) semanais, entre Rio Grande e Triunfo, feitas por uma embarcação com capacidade para até 300 contêineres e com pelo menos 85% desse potencial preenchido, poderiam atender a essa questão. O complexo Santa Clara está aberto a realizar parcerias com empresas de navegação para consolidar o transporte de cargas. Entre as companhias gaúchas que já manifestaram, anteriormente, interesse em realizar esse tipo de transporte, estão a Navegação Aliança e a Navegação Guarita. Não é descartada a possibilidade de outros grupos também atuarem na área. 

O foco da atividade de contê- ineres em Triunfo será o deslocamento de cargas, pela hidrovia, entre a Região Metropolitana da Capital e o porto do Rio Grande. O trabalho com os contêineres no polo petroquímico será concentrado a partir do Píer IV e a Wilport, outra empresa do grupo Wilson, Sons, que será a responsável pela operação e prospecção de cargas. Além de resinas termoplásticas da própria Braskem, a perspectiva é que o terminal atue com congelados, fumo, celulose, aço, móveis, cavaco de madeira, entre outras demandas de terceiros. Os principais clientes-alvo serão companhias situadas a uma distância de até 100 quilômetros. 

Para que se concretize a ação, será preciso, entre outras medidas, fazer a revitalização dos equipamentos de cais (será utilizado o mesmo guindaste – portainer – que funcionava em 2009) e a recuperação de armazéns. O valor do investimento não foi informado pelos grupos envolvidos.

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